sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

agenda e estratégia

 


 


 


 


 



 


(1ª edição em 24 de Setembro de 2010)


 


 


Plano estratégico (que deve incluir toda a parafernália de instrumentos de gestão, desde a diluição dos arcaicos conceitos de projecto educativo e plano de actividades, passando pelos eduqueses modelos de projectos curriculares e de regulamento interno), gestão por objectivos e agendas de reuniões são componentes indissociáveis numa organização que queira progredir. Noutro dia escrevi que é decisivo que na composição dos órgãos se considere a agenda. Respeitar o tempo das reuniões é também uma tarefa fundamental.


 


Atingir um objectivo de gestão implica executar decisões. A tomada de decisão tem três momentos (distribuídos por três reuniões, no mínimo): no primeiro, o presidente do órgão apresenta a proposta; no segundo, discute-se depois de ouvidos os diversos patamares da organização até à primeira linha; no terceiro, aprova-se a decisão a executar. Seguem-se a monitorização e as correcções.


 


A agenda de uma reunião constrói-se, numa combinação equilibrada para o tempo disponível, com pontos que se encontram nos três momentos: proposta, discussão e aprovação. A organização adquire rotinas profissionais e exigentes e consolida a sua cultura.


 


É inaceitável que no tempo da reunião se inclua a leitura de actas ou de informações diversas de decisões de outros órgãos. Sempre existiram formas expeditas de realizar essas tarefas fora do tempo da reunião e na sociedade da informação a facilidade está na escolha do processo de divulgação. A reunião pode terminar com um ponto dedicado a outros assuntos.

7 comentários:

  1. Olá
    Pois, eram assim as reuniões dirigidas por ti. Sempre tudo muito bem "preparadinho" e terminavam sempre a horas e a ordem de trabalhos era sempre cumprida (mesmo que fosse comprida!) no tempo estipulado. Mas isso era no tempo em que havia organização, método e... coisas que certas pessoas não sabem o que é.

    Bj
    Mena

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  2. Lições de quem tem provas dadas!!!

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  3. Pois é.
    Também já tive reuniões em que se passava metade do tempo a discutir o que o CP já tinha decidido. Acabei com isso - As informações vão por mail ou vão para o Moodle. Raramente excedo as 2 horas de reunião. E no teu departamento? Faço ideia....

    Aquela parte do"A tomada de decisão tem três momentos (distribuídos por três reuniões, no mínimo): no primeiro, o presidente do órgão apresenta a proposta; no segundo, discutem-se as alterações depois de ouvidos todos os interessados; no terceiro, aprova-se a decisão a executar. Seguem-se a monitorização e as correcções." era mais no antigo modelo de gestão, não?

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  4. Desculpe-me a discordância com a sua última afirmação. Modelo de gestão não é sinónimo de incompetência. Num qualquer modelo de gestão pode-se ter um desempenho competente.

    O texto é muito bom.

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  5. Viva a todos.

    Estas ideias têm mais de 15 anos e foram mais do que testadas, como é referido. Pretendem ser um mero contributo e não se circunscrevem a qualquer actualidade, muito menos a um qualquer processo indizível em curso. Seria uma perda de tempo, naturalmente.

    Obrigado por comentarem.



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  6. "A reunião pode terminar com um ponto dedicado a outros assuntos."
    E pode?
    Na minha escola, no passado ano lectivo, saíu uma informação proveniente do sr. Director, indicando que não seriam aceites actas onde constasse o ponto "Outros asuntos" na ordem de trabalhos. Perante algum estrabuchar de alguns colegas, pois a maior parte já se encontra há muito anesteseiado, sempre foi dito, pela entidade suprema, que terá sido uma indicação da IGE, que terá reparado em tamanha incúria quando procedeu à Avaliação Externa.

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  7. Viva.

    A sério? Discutível, no mínimo. Terá sempre de existir um espaço para algo não agendado, parece-me. É mesmo importante que aconteça para garantir mais democraticidade ao órgão: tenho ideia que só não acontece na centralidade democrática.


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