quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

da autonomia

 


 


 


Há muito que percebi que quem vive na capital e nos seus arredores é menos sensível à questão da autonomia, apesar do conceito que nos leva à responsabilidade ser independente da latitude ou da longitude. A proximidade com o poder centralizador baixa os níveis sensoriais.


 


A ideia de que a autonomia das escolas é perigosa por causa dos tiranetezitos, é um argumento com pouca força. Num sistema centralizado, um tiranetezito que ocupe uma posição cimeira pode ser ainda mais nefasto. Ainda por cima, as hierarquias do estado não são imunes à incompetência e ao despotismo uma vez que a esmagadora maioria dos lugares não são ocupados por eleição.


 


Não basta a autonomia para se evitar os tiranetezitos. É necessária a limitação de mandatos, a eleição por sufrágio directo e universal e um caderno eleitoral o mais amplo que se conseguir para que se evite a sobreposição dos interesses mais individuais. Quando não se evita esta última condição humana, a rápida descredibilização atinge os actores e as instituições.

8 comentários:

  1. A democracia interna foi desaparecendo aos poucos das escolas.
    O sistema é cada vez pior...a"culpa é do sistema"...Mas de facto não podemos esperar que quem tem o poder abdique dele,embora haja gradações,pois o mundo não é a preto e branco.

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  2. Quem fala assim não é gago lá diz o ditado. Mas gostava de ver o colega na escola a que pertenço ou outras similares, ainda sem plena autonomia dos diretores, obedecendo cegamente às diretrizes impostas, diretrizes essas que, como lá diz o ditado, pretendem essas almas ser mais papistas que o papa. Não vou alongar-me relativamente às razões de tais atitudes, mas levantando um pouco o véu, pergunto? porque será que tais seres viveram toda uma vida de professor sem lecionar (à exceção do ano de estágio). Será puro acaso ou terá outro nome?

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  3. A resposta deve estar na "toda uma vida de professor sem lecionar"...

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  4. Paulo G. Trilho Prudencio23 de fevereiro de 2011 às 23:47

    Concordo. Mas estava a generalizar a discussão para os princípios de um modelo de organização do sistema. Há, sem dúvida, uma tripla responsabilidade no inferno centralizador em que nos movemos: central, regional e local.

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  5. Compreendi perfeitamente o dito no post mas, tem de haver bom senso na escolha das pessoas que irão pôr em prática essa tal autonomia. Bons e Maus, sempre existiram e não será agora que irão desaparecer. O problema atual assemelha-se mais a incompetência, disfarçada de poder.

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  6. Claro Maria. Também compreendi a sua posição. Por isso, escrevi, defendo e pratico o seguinte: " (...)É necessária a limitação de mandatos, a eleição por sufrágio directo e universal e um caderno eleitoral o mais amplo que se conseguir para que se evite a sobreposição dos interesses mais individuais. Quando não se evita esta última condição humana, a rápida descredibilização atinge os actores e as instituições.(...)"

    Força aí.

    Cumprimentos.

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