Há muito que percebi que quem vive na capital e nos seus arredores é menos sensível à questão da autonomia, apesar do conceito que nos leva à responsabilidade ser independente da latitude ou da longitude. A proximidade com o poder centralizador baixa os níveis sensoriais.
A ideia de que a autonomia das escolas é perigosa por causa dos tiranetezitos, é um argumento com pouca força. Num sistema centralizado, um tiranetezito que ocupe uma posição cimeira pode ser ainda mais nefasto. Ainda por cima, as hierarquias do estado não são imunes à incompetência e ao despotismo uma vez que a esmagadora maioria dos lugares não são ocupados por eleição.
Não basta a autonomia para se evitar os tiranetezitos. É necessária a limitação de mandatos, a eleição por sufrágio directo e universal e um caderno eleitoral o mais amplo que se conseguir para que se evite a sobreposição dos interesses mais individuais. Quando não se evita esta última condição humana, a rápida descredibilização atinge os actores e as instituições.
A democracia interna foi desaparecendo aos poucos das escolas.
ResponderEliminarO sistema é cada vez pior...a"culpa é do sistema"...Mas de facto não podemos esperar que quem tem o poder abdique dele,embora haja gradações,pois o mundo não é a preto e branco.
Regredimos. Isso é um facto
ResponderEliminarSubscrevo.
ResponderEliminarQuem fala assim não é gago lá diz o ditado. Mas gostava de ver o colega na escola a que pertenço ou outras similares, ainda sem plena autonomia dos diretores, obedecendo cegamente às diretrizes impostas, diretrizes essas que, como lá diz o ditado, pretendem essas almas ser mais papistas que o papa. Não vou alongar-me relativamente às razões de tais atitudes, mas levantando um pouco o véu, pergunto? porque será que tais seres viveram toda uma vida de professor sem lecionar (à exceção do ano de estágio). Será puro acaso ou terá outro nome?
ResponderEliminarA resposta deve estar na "toda uma vida de professor sem lecionar"...
ResponderEliminarConcordo. Mas estava a generalizar a discussão para os princípios de um modelo de organização do sistema. Há, sem dúvida, uma tripla responsabilidade no inferno centralizador em que nos movemos: central, regional e local.
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ResponderEliminarCompreendi perfeitamente o dito no post mas, tem de haver bom senso na escolha das pessoas que irão pôr em prática essa tal autonomia. Bons e Maus, sempre existiram e não será agora que irão desaparecer. O problema atual assemelha-se mais a incompetência, disfarçada de poder.
Claro Maria. Também compreendi a sua posição. Por isso, escrevi, defendo e pratico o seguinte: " (...)É necessária a limitação de mandatos, a eleição por sufrágio directo e universal e um caderno eleitoral o mais amplo que se conseguir para que se evite a sobreposição dos interesses mais individuais. Quando não se evita esta última condição humana, a rápida descredibilização atinge os actores e as instituições.(...)"
ResponderEliminarForça aí.
Cumprimentos.