Os partidos do arco parlamentar estruturaram as nossas organizações políticas e os do arco do governação a possibilidade de formação de executivos. Podemos afirmar que o voto que leva ao poder governativo está balizado e oscila no denominado centrão. Há, decerto, democratas em todas estas organizações políticas.
A democracia não é eterna e os seres humanos não são santos. Para encontrar fanáticos, populistas, totalitaristas (os FPT´s, digamos assim) e por aí fora não é necessário viajar para Marte.
Quando surgem novos partidos, movimentos de cidadãos, blogues e outras iniciativas da sociedade civil, há muitos que se apressam a empunhar as bandeiras dos perigos para a democracia. É importante que o façam para os dois lados. Ou seja: as democracias entram em crise porque os órgãos instalados se revestem de FPT´s que só se contêm enquanto a oportunidade não surge. E sejamos francos: não há pior doença para a democracia do que a corrupção, coisa que os partidos políticos vigentes conhecem bem e que cultivam quando defendem internamente, e de modo pragmático, que o exercício do poder é para os "espertos". O caderno de encargos duma boa parte dos nossos partidos está mais perto da oportunidade de "negócio" do que da transparência e da honestidade.
A imparcialidade exige que se reconheça e combata estes flagelos.
Mas não basta aparecer. É preciso que a agenda seja clara e consequente. Se surge um movimento de professores, para dar um exemplo mais de acordo com a maioria dos leitores, não é aconselhável que numa hora de discurso 59 minutos sejam ocupados com críticas aos sindicatos.
L-A-P-I-D-A-R
ResponderEliminarA moda dos tracinhos
ResponderEliminarSubscrevo integralmente.
ResponderEliminarPaulo,
ResponderEliminarlamentavelmente, desde Março de 2008 essa tem sido a prática dos (in)dependentes.
Também foi esse um dos motivos porque definharam e perderam o escasso apoio que tiveram e a capacidade de intervenção junto de quem tanto criticam.
Mas cada um sabe as linhas com que se cose. Sendo que é importante que não se queime, nem queime aqueles que diz defender.
Viva Francisco.
ResponderEliminarLá estás tu. Usei isso apenas como exemplo. Podia utilizar outros: blogues que gastam 90% do tempo a criticar outros blogues; sindicatos que só criticam outros sindicatos; até te conto uma real: quando os movimentos fizeram a manifestação de 15 de novembro de 2008, dois dirigentes (não eram delegados) sindicais andavam na sala de professores de santo onofre a passar propaganda anti-movimentos; literal; do tipo: cuidado; fiquei estupefacto; sei que esses professores passam por aqui e podem não só testemunhar para confirmar o que lhes disse em desagrado.
Também te vi em reuniões da APEDE
Abraço.
Tens razão Paulo,
ResponderEliminarviste-me nas Caldas em reuniões de professores que deram origem à Apede. Também me viste a descer a Av da Liberdade no dia 8 de Março. E se tivesses ido a Constância e ao Arripiado, em 25 de Abril de 2008, terme-ias visto num debate que ajudei a organizar e que foi a última iniciativa da comissão instaladora da Apede em que participei.
Os motivos porque me afastei são exactamente os que descrevi no comentário anterior, o que faz com que não retire nem uma vírgula a tudo o que escrevi e penso sobre o assunto.
Abraço
Pensei que tinha também razão no restante argumentário
ResponderEliminarNão pensei que o teor deste post ficasse focado na última frase.
Abraço.