É inadmissível que não se realizem este ano concursos de professores. A aproximação à residência é um imperativo para qualquer das variáveis em análise. A questão financeira só se coloca se o trabalho de casa não for feito.
Se tivermos em conta que as escolas e professores se organizarem para um ciclo de 4 anos, não faz sentido mais esta perturbação. Contra o meu interesse escrevo, estou, desde 2009 (ano em que integrei um quadro de escola), a 30 Km de casa. Anteriormente como QZP ficava sempre na cidade do Porto, onde resido.
Sobre os custos, com o modelo de recuperação de vagas, todos os anos entravam alguns milhares de professores, com o n.º de alunos a diminuir. O ME não consegue controlar.
Toda a mecânica dos concursos tem de ser repensada. Este modelo não serve, mesmo sabendo que os anteriores ainda eram piores.
As escolas não se organizaram para um qualquer ciclo. Todos os anos muita coisa muda. Essa dos 4 anos é mais uma falácia.
Pode fazer-se concursos para mobilidade sem qualquer acréscimo na contratação. É preciso é trabalho de casa e um modelo da traquitana do ME racional: o que nos últimos 5 anos ainda piorou pela mania da centralização.
É preciso ter cuidado como algumas coisas. É bom que haja recuperação de vagas e concursos públicos. Em Portugal, o contrário disso é o concurso dos primos e dos amigos.
O modelo de concursos pode funcionar, agora que há uma base de dados central, se em vez de se ter extinguido as CAE´s se tivesse eliminado as DRE's. Em Portugal não há regiões, mas há municípios e pode haver associação dos ditos.
Basta que um professor se possa aproximar da residência. Há pessoas com filhos pequenos, por exemplo, que só vão a casa ao fim-de-semana
Seria bom que não fosse esquecido que os ex professores titulares estão, na práticas impedidos de mobilidade há muitos anos já que, de acordo com o ECD de MLR pertenceriam a uma "categoria superior" que viram (e muito bem) extinta. No entanto viram também lugares de quadro em escolas próximas da sua residência ou para as quais pretendiam concorrer, ocupados por colegas com menos graduação profissional. Disto ninguém fala???
Muito bem Ana. É uma injustiça tremenda que tem de ser reparada. Estamos num estado que deixou de ser de direito, ou que só o é para a oligarquia de benesses ilimitadas
No 1.º ciclo tem impacto na afectação dos professores às turmas. Na escola do meu filho, com 12 turmas, duas das turmas do 1.º ano que entraram em 2009 foram atribuídas a professores que lá estão por Destacamento por ausência de comp . lectiva.
Isto dos concursos sempre foi uma enorme confusão, tem de se encontrar um equilíbrio, que concilie o interesse dos alunos e das famílias com os dos professores.
A confusão nos concursos não se situa nos termos técnicos: há saber e experiência e agora até métodos modernos. A confusão é na organização administrativa do pais, que tem mais de quarenta quadros em vez de um como seria moderno e razoável. Às vezes parece que somos 100 milhões
Não se realizarão.
ResponderEliminarSe tivermos em conta que as escolas e professores se organizarem para um ciclo de 4 anos, não faz sentido mais esta perturbação. Contra o meu interesse escrevo, estou, desde 2009 (ano em que integrei um quadro de escola), a 30 Km de casa. Anteriormente como QZP ficava sempre na cidade do Porto, onde resido.
Sobre os custos, com o modelo de recuperação de vagas, todos os anos entravam alguns milhares de professores, com o n.º de alunos a diminuir. O ME não consegue controlar.
Toda a mecânica dos concursos tem de ser repensada. Este modelo não serve, mesmo sabendo que os anteriores ainda eram piores.
Não concordo Daniel.
ResponderEliminarAs escolas não se organizaram para um qualquer ciclo. Todos os anos muita coisa muda. Essa dos 4 anos é mais uma falácia.
Pode fazer-se concursos para mobilidade sem qualquer acréscimo na contratação. É preciso é trabalho de casa e um modelo da traquitana do ME racional: o que nos últimos 5 anos ainda piorou pela mania da centralização.
É preciso ter cuidado como algumas coisas. É bom que haja recuperação de vagas e concursos públicos. Em Portugal, o contrário disso é o concurso dos primos e dos amigos.
O modelo de concursos pode funcionar, agora que há uma base de dados central, se em vez de se ter extinguido as CAE´s se tivesse eliminado as DRE's. Em Portugal não há regiões, mas há municípios e pode haver associação dos ditos.
Basta que um professor se possa aproximar da residência. Há pessoas com filhos pequenos, por exemplo, que só vão a casa ao fim-de-semana
Seria bom que não fosse esquecido que os ex professores titulares estão, na práticas impedidos de mobilidade há muitos anos já que, de acordo com o ECD de MLR pertenceriam a uma "categoria superior" que viram (e muito bem) extinta. No entanto viram também lugares de quadro em escolas próximas da sua residência ou para as quais pretendiam concorrer, ocupados por colegas com menos graduação profissional. Disto ninguém fala???
ResponderEliminarMuito bem Ana. É uma injustiça tremenda que tem de ser reparada. Estamos num estado que deixou de ser de direito, ou que só o é para a oligarquia de benesses ilimitadas
ResponderEliminarNo 1.º ciclo tem impacto na afectação dos professores às turmas. Na escola do meu filho, com 12 turmas, duas das turmas do 1.º ano que entraram em 2009 foram atribuídas a professores que lá estão por Destacamento por ausência de comp . lectiva.
ResponderEliminarIsto dos concursos sempre foi uma enorme confusão, tem de se encontrar um equilíbrio, que concilie o interesse dos alunos e das famílias com os dos professores.
A confusão nos concursos não se situa nos termos técnicos: há saber e experiência e agora até métodos modernos. A confusão é na organização administrativa do pais, que tem mais de quarenta quadros em vez de um como seria moderno e razoável. Às vezes parece que somos 100 milhões
ResponderEliminar