quinta-feira, 10 de março de 2011

parceria público-privado

 


 


Os professores estão divididos por motivos que não se circunscrevem às opções ideológicas. Há até os que nem precisam de sair de dentro de si para encontrarem a primeira controvérsia: votam nos partidos da direita, mas ficam em pânico se alguém lhes diz que essas forças políticas podem privatizar a escola do Estado onde exercem funções.


 


Se não se parar a saga da privatização de lucros na Educação, não demorarão muitos anos para que os professores que leccionam a tempo a inteiro nas escolas cooperativas tenham de recorrer à rua e aos sindicatos. Já se começaram a ver sinais do que acabei de escrever.


 


Esta será mais uma semana dos jovens e os professores contratados do público e do privado estão nessa condição. Devem estar unidos, apesar dos professores do público continuarem a digerir mal, e com razão, a colocação sem concurso, e por amiguismo, dos professores das cooperativas. São tantos os casos de flagrante injustiça nesta área de gestão de financiamentos do Estado, que as clivagens são compreensíveis.


 


O factor que deve levar à união passa pela fácil identificação de adversários comuns, aspecto que nem os interesses pessoais devem escamotear. É bom não esquecer que o medo fez meia-volta e que a construção do futuro já está em marcha.


 

5 comentários:

  1. Paulo, estou inteiramente de acordo contigo.
    Como sabes, concordo com a escolha das escolas pelos pais e também concordo que para certos projectos educativos há que haver perfil, no entanto, levantas e já levantaste antes a questão dos concursos que também é pertinente.

    A privatização sem mais será sempre um erro mas numa altura como esta é pior ainda e a se o governo avançar com a reorganização curricular, muito pior vai ser.

    O que defendo é, neste momento, a manutenção dos contratos de associação que já existem.

    Numa altura em que se tenta reduzir a despesa com os professores, se houver uma privatização, o que vai com certeza acontecer é a emergência de colégios liderados por pessoas que podem não ter nem experiência nem saber nesta área para dar consistência à escola. Deve haver por aí muitos candidatos a querer transformar a escola numa empresa... Por outro lado, como preferem mão-de-obra barata, vão preferir os contratados (nada contra estes colegas, muito pelo contrário, estou apenas a descrever uma hipotética situação), o que pode criar desemprego noutra faixa da carreira.

    Mas...
    Todos fazemos falta!
    A Educação não tem professores a mais ao contrário do que se quis fazer crer. Por outro lado, não se pode privatizar porque sim, qualquer caminho a fazer neste momento tem que se centrar nas necessidades da escola de hoje e partir daí.

    Aquele abraço!

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  2. Fausto Viegas (Norte)10 de março de 2011 às 23:04

    Os jovens que abram os olhos, carago.

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  3. Escreveu o meu pensamento...

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