Francamente, não sei. Tive uma professora de inglês no liceu que era cega e que ao fim de dois meses foi substituída. Nunca percebi o motivo. A questão que decidi colocar por aqui é assim: conseguiria uma pessoa cega leccionar nos nossos ensinos básico ou secundário? E no superior?
A resposta, mesmo que se fique pela dúvida, pode atestar da qualidade da nossa sociedade.
(2ª edição. 1ª edição em 13 de Março de 2010)
Não sei não. Infelizmente tenho bastantes duvidas. Triste!!!
ResponderEliminarNão conseguia impor disciplina? Às tantas não.
ResponderEliminarMas não andamos todos cegos?!!
ResponderEliminarNão pode.
ResponderEliminarNem pensar. Não, não consegue.
ResponderEliminarSer cego é uma fragilidade. Num sistema politico-económico que se organiza segundo o princípio da punição dos mais fracos, esta fragilidade legitima nas empresas o assédio laboral e nas escolas o bullying.
ResponderEliminarLogo, um cego pode ser professor, mas exclusivamente por sua conta e risco.
Claro que pode, a disciplina não se pode impor com os olhos mas com a inteligência. Vamos ter que lutar também por uma escola pública inclusiva para os professores diferentes.
ResponderEliminarÉ cego o olho que descobre em toda a parte erros e pecados: o sol nunca vê a noite.
ResponderEliminarM. IQBAL
Olá Paulo boa noite,
ResponderEliminarJulgo que sim, também tive uma Professora de Francês invisual no secundário e não foi por isso que não deixei de aprender! É claro que também alguns colegas de turma tentaram fazer pouco da Professora, mas ela soube sempre contornar as situações com altivez!
Marco Santos
Viva para todos e um especial abraço para o Marco que comenta aqui pela primeira vez.
ResponderEliminarÉ interessante a experiência que relatas. É bom que se discutam estes problemas, parece-me. A escola também tem de ser inclusiva para os adultos e disso não tenho dúvidas.
Viva José Luiz.
ResponderEliminarAté corta como o vento gelado numa qualquer e dura madrugada.
Forte abraço por levantar esta questão e pelo resto. Obrigadíssimo.
ResponderEliminarSe calhar não pode...
ResponderEliminarNa minha escola há um colega invisual e o "processo" não tem corrido lá muito bem...
De inicio a indisciplina era mais que muita e agora para minimizar os problemas, para além do professor invisual está sempre outro professor a apoia-lo.
E não é fácil...
Lamento pelo colega mas não me parece que a maioria dos alunos de hoje estejam sensibilizados para esta realidade.
ResponderEliminarUm colega cego na nossa escola aumentaria a nossa responsabilidade. Estaremos nós, professores, preparados para tanto? A fragilidade da escola pública actual diminuiu de solidariedade. A escola ainda não se reencontrou. As marcas do passado recente e do seu presente estão vivas.
"a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam", como diz Saramago é enorme. Estaremos nós à altura?
Viva Lunar.
ResponderEliminarBelíssimo e ponto final.
"Eu sei que tu sabes que eu sei" ... de onde surgiu esta questão?
ResponderEliminarO momento actual de grande parte das escolas não facilita o processo de inclusão, nem dos alunos nem dos professores com esta diferença.
Muitos destes professores, frequentam actualmente especializaações na Educação Especial, no intuito de mudar para este grupo no concurso de 2011.
Passamos demasiado tempo a queixar-nos do funcionamento da escola, dos salários, dos alunos etc
Experimentem fechar os olhos e imaginem-se a cozinhar assim (isto só para quem tem placa electrica, claro!)
Díficil não é?
Vamos dar uma ajudinha e deixar de estacionar nos passeios e nas passadeiras que já é qq coisa.
Mais dúvidas ...
ResponderEliminarentao e se mudarem todos para a educação especial?
Sentir-se-ão realizados ou a estão apenas a defender-se?
E por fim ...
Poderá um Cego (como eles preferem ser chamados) ser professor da Educação Especial?
Ex: Como vãoo ajudar um aluno com baixa visão?
Pois é, pois é ...
Com os impostos que pagamos, se estivessemos numa sociedade justa e solidária, a inclusão destes colegas não seria um priblema e nós não teriamos estas dúvidas.
desculpem qualquer lapso meu ao escrever os meus comentários, mas não sei se será a pressa ou se já estou "a ver mal!"
ResponderEliminarTive há muitos anos, em Vila Franca de Xira um colega cego, de educação musical... algumas coisas me impressionaram de imediato... o conhecimento que tinha dos seus alunos, e como "via" tudo o que se passava na sala de aula... era arrepiante... incrível mesmo...
ResponderEliminarE o carinho, o respeito e a solidariedade que os alunos tinham por ele... é facto que leccionávamos no 2º ciclo... mas penso que não era por aí...
Hoje... confesso que não sei se isso será possível... mas tenho uma certeza... a "deficiência" não está nos cegos... mas sim numa sociedade atacada por uma cegueira virtual que nada "enxerga" à sua volta... a não ser os valores materiais e as vaidades com que alimenta o seu ego... que não consegue "ver" que quando não respeita os direitos dos outros... é aos seus próprios que está a desrespeitar.
A cegueira mais triste... é a cegueira de espírito.
Um abração para vós.
Agostinho
Desculpem... no comentário anterior... vez de "anónimo"... deverá estar..."Olhando do Oriente".
ResponderEliminarAbração
Agostinho
Viva Agostinho.
ResponderEliminarBelo comentário, se me permites.
Aquele abraço aos dois.
Ps: vê se não te pões a passar barreiras urbanas :) estás melhor?
Claro que pode.
ResponderEliminarÉ revoltante que, em pleno século XXI, ainda se tenha que colocar esta questão.
Olá Paulo!
ResponderEliminarObrigado.
Felizmente isto vai melhorando... assim fosse acontecendo a "SANTO ONOFRE"...
Abração para vós.
Agostinho
para o teu pulso e para o resto.
ResponderEliminarAbraço aos dois.