sábado, 7 de maio de 2011

fora do debate

 


 


 


Quem pensa que as políticas de esquerda asseguram mais desenvolvimento sustentado às sociedades, fica preocupado com a possibilidade de Portugal, a exemplo de 2002, voltar a ser desgovernado por uma maioria de direita.


 


A esquerda partidária portuguesa não se resume ao PCP e ao BE. O PS, um partido que quase que se podia fundir com o PSD se não fossem as diferenças quanto aos costumes, recebeu um voto de confiança inédito em 2005 muito por causa da ressaca santanista. Os socialistas andaram inchados e cheios de soberba até 2008 porque governavam à direita e esta desfazia-se em elogios; a direita toda, até a dos interesses e a mais corrupta.


 


Pois é. O desastre aconteceu e só se lêem apelos, mais ou menos explícitos e desesperados, à derrota deste PS. Só os anestesiados pela clubite não se comovem com o que este PS fez ao país e ao seu sistema escolar.


 


O PS não tem qualquer debate interno visível, a esquerda partidária portuguesa está em queda, o BE errou ao pensar na grande esquerda com este PS na mistura e o PCP continua igual a si próprio. Daqui a uns meses, o PS voltará a tentar pensar à esquerda, mas não se livrará muito depressa do reinado eucaliptal (para ser brando) de José Sócrates. A duração do castigo e a configuração futura da esquerda, são questões em agenda.

10 comentários:

  1. não_voto_ps_nem_psd7 de maio de 2011 às 15:52

    Em quem é que votas?

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  2. Aconselhado pelo Francisco Santos voto na CDU.

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  3. O meu vai ser assim e não mudo.

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  4. Aqui está uma decisão acertada, independentemente de se basear num conselho meu

    Conseguindo ultrapassar preconceitos fundados em interesses pouco claros, difundidos há décadas entre nós, muitos mais portugueses serão capazes de mudar o seu voto para a CDU dando origem à tal surpresa de que falava o "injinheiro" ontem em Portimão.

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  5. Estás hoje nos blogues em papel do público a contraditar o facto de eu ter escrito que a trioka foi sensata

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  6. O BE nunca escreveu, disse ou sequer pensou nessa dita "grande esquerda com este PS" que desde há muito e cada vez mais se tem assumido com uma agenda de direita (o que é que ela difere da agenda do PSD?). Em nome do rigor, é isso.

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  7. Viva Paulo,
    Hoje não comprei o Público e não li.
    Apesar de tudo às vezes vamos conseguindo furar um certo bloqueio através das nossas "oposições blogosféricas"
    Abraço

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  8. Não tenho essa ideia. Ou seja: pensou e disse que se devia partir para a união das esquerdas e quem estava em jogo era o actual chefe do PS.

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  9. Todas as convergências em que o BE se envolveu tiveram por base "bandeiras de luta"; foi assim com Sá Fernandes, foi assim com Manuel Alegre. Este princípio está, obviamente, também presente no discurso relativo ao actual momento político: convergência no combate à destruição do estado social, convergência no combate à degradação da qualidade de vida da maioria da população portuguesa, que está subjacente ao acordo da tríade PS-PSD-PP. Desta forma, como é possível estabelecer alguma convergência com Sócrates e os seus acólitos? Rasgariam o acordo assinado com a tríade FMI-BCE-CE, que o Bloco contesta? Claro que não! E o BE iria pôr na gaveta o seu programa e a sua política? Sem dúvida que não! Nunca aconteceu e assim continuará. Como Louçã e Fazenda disseram neste fim-de-semana, a convergência jamais acontecerá com Sócrates e com a direcção deste PS que abraçam felizes (porque não é tão mau, assim - dizem) o programa que esta semana foi tornado público. Eles são, TODOS, senhores Tróika.
    A convergência defendida pelo BE assenta nas ideias que tem vindo a defender e que foram votadas neste fim-de-semana e, para ela, serão bem-vindos todos e todas que comunguem a determinação de fazer frente à desgraça que paira sobre a larga maioria de nós, habitantes deste pequeno país, quaisquer que sejam as suas proveniências partidárias.
    Somando as várias partes, é só este todo que pode ser o resultado. Aquilo que a comunicação social e opinadores vão dizendo são “outros vinte e cinco tostões”. Faz parte da realidade do quotidiano que vamos conhecendo.

    Peço desculpa pelo espaço ocupado.

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  10. Lá saberão. Há factos: o apoio ao mesmo candidato presidencial e por aí fora. Manuel Alegre não merecia muito do que se passou por parte de ambos os partidos.

    Não têm de pedir desculpa pela ocupação do espaço. É livre

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