sexta-feira, 17 de junho de 2011

teleponto

 


 


Mário Soares advoga uma grande separação de águas no PS e uma refundação política e ideológica como factor de sobrevivência; demorou demasiado tempo. Não sou militante do PS, nem de qualquer outro partido político, mas votei várias vezes nos seus candidatos e fi-lo também em 2005. Não sabia quem era José Sócrates. Tinha acabado um mergulho de 15 anos em gestão escolar e não tinha grande tempo para esse conhecimento. Confiei na história do partido. Nessa fase, e mesmo depois disso, o PS convidou-me para intervenções em algumas convenções e para reuniões com deputados e com as estruturas locais. Não me podem acusar de não ter avisado e com tempo.


 


Parece que o PS quer encetar um novo tempo. O que pretende Mário Soares, que diz que desta vez há a vantagem dos candidatos serem inteligentes, experientes e honestos, vai depender da aprendizagem da lição. Os mais sócrates, digamos assim, não podem passar a anti-sócrates num piscar de olhos. É demasiado o descrédito.


 


Talvez tudo comece com a nova chefia. Olhando a partir da Educação, podemos dizer que José Seguro ouviu os professores mas que depois se remeteu ao silêncio nos momentos mais críticos. Francisco Assis foi o próprio teleponto e chega a impressionar, tal a velocidade com que debita e articula ideias de forma precisa e sem qualquer engasgo ou redundância; ao fim de um minuto o receptor sente-se bombardeado por um palavreado que fica sem sentido. O plástico do teleponto teve o seu tempo e parece-me que as lideranças se afirmam em pessoas normais.


 


Mário Soares. "O PS tem de fazer uma grande separação de águas"

3 comentários:

  1. Paulo, definitivamente não percebo onde queres chegar.
    Dás a ideia de ser um homem que não perdoa, um homem que paira acima de todos os outros um homem que tem sempre razão e não és.
    Desculpa mas és muito melhor que alguns dos teus textos mostram.
    Um abraço e ganha paz. O teu amigo, Delfim

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  2. Viva Delfim.

    Muito obrigado pelas tuas palavras.

    Estes textos não têm um sentido utilitário: se chegam a algum lado, isso é só da responsabilidade de quem os lê.

    Não terei a veleidade de contrariar a ideia que sentes com alguns textos. Agradeço que digas que sabes que não sou assim. Por vezes, tento apenas dar alguma alma e sentido à vida.

    Mais uma vez obrigado mesmo. Procuro sempre ganhar essa tal de paz.

    Um abraço amigo tb.

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