terça-feira, 5 de julho de 2011

o que fazer com os petizes?

 


 


A interrogação que coloquei como título parece ser a que a sociedade portuguesa mais repete quando se trata de educar as crianças e jovens. Os últimos anos foram ocupados pelo debate à volta do "armazenamento" de alunos. Quanto mais tempo, melhor para os adultos. A concentração de escolas, e a discussão de escalas organizativas, não pára um segundo para pensar no tempo que as famílias devem dedicar à Educação das crianças e jovens. A nossa sociedade não cuida dos petizes. Os governantes eliminaram do seu raciocínio, e do seu discurso, o tempo para as crianças brincarem e a organização do trabalho que se devia preocupar com isso. Vamos lendo que lá para 2100 a nossa população estará reduzida a metade, mas pelos vistos muito mais pesada.


 


Portugal é dos países europeus com mais crianças obesas


"(...)Para Ana Rito, nutricionista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, os dados relativos a Portugal são “muito preocupantes” e fazem da obesidade a doença mais prevalente na infância.(...)"


 


 

4 comentários:

  1. Podia agora escrever montes de coisas que tu já sabes e sobre as quais muito temos falado, mas estou cansada de "malhar" nos armazéns, tal como tu e todos os que diariamente lidam com a petizada. O que é facto é que o Estado, através de tudo o que de mau tem feito (e é muito!) tem permitido e apoiado tudo. Enfim!
    Mas quero aproveitar este post para alvitrar um pequeno livro para leitura de férias. Foi o nosso colega Mota que mo indicou. Comecei a ler e em vez de o devorar, como faço quando gosto de um livro, não. Comprei uma caneta fluorescente e ando a saborear. Leio, volto atrás....

    Aqui vai a sinopse:

    Quando a mãe chega ao infantário, Cláudia recebe-a numa explosão de alegria. Corre e oferece-lhe um muffin imaginário. A mãe entra no jogo, dá uma dentada. Cláudia nem acredita: "O bolo era para comer em casa, não aqui!". Começa a fazer uma birra, que só acaba quando a mãe pede desculpa. Cláudia tem cinco anos mas revela uma maturidade de três. Ficar irritada com a mãe seria natural. Ter esta reacção, não.
    O Dr. Winterhoff, o mais conhecido pedopsiquiatra alemão, não fica surpreendido: tem assistido nos últimos 20 anos a um fenómeno perturbante: as crianças crescem, passam diferentes fases escolares, mas continuam num nível de maturidade muito infantil. No caso de Cláudia não é grave mas, no caso de adolescentes com o desenvolvimento emocional de 3 anos, é preocupante: transtornos de aprendizagem, agressividade, violência.
    Porque é Que os Nossos Filhos se Tornam Tiranos foi uma pedrada no charco na adormecida psiquiatria alemã. Propõe uma nova aproximação à educação, centrada no desenvolvimento da psique. Se queremos filhos bem estruturados, temos de garantir que o seu desenvolvimento psíquico se faz em paralelo com o físico. Como? É o que nos mostrará este livro, passo a passo, com casos ilustrativos e conselhos, para que um dia os nossos filhos possam tornar-se adultos responsáveis e felizes.

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  2. "Olhando do Oriente"7 de julho de 2011 às 03:55

    Olá Isabel

    Sei que felizmente estão bem.
    Já agora... qual o título do livrinho?

    Beijocas nossas.

    Agostinho

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  3. Olá Agostinho!

    "Porque é que vos nossos filhos se tornam tiranos?" é mesmo o título do livro.

    Bjo aos dois.

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