quarta-feira, 14 de setembro de 2011

bloco central

 


 


 


Não adianta muito lançar o argumento da razão antes do tempo, mas não custa nada avivar as memórias: quem esperava rupturas em domínios essenciais da educação - "no essencial, domina a preservação do socratismo, desde a farsa da avaliação dos professores até aos mega-agrupamentos e à gestão escolar" -, estava justamente indignado com o que se passava e via esperança no bater de asas da primeira gaivota ou teimava em não aceitar que o tal bloco central, ou arco governativo, estava esgotado; sem alternativa em termos de possibilidade real de poder e no fim da linha.


 


Confesso que ficaria muito surpreendido se a actual maioria percebesse a transcendência vital da recuperação do poder democrática da escola, até por questões financeiras, como também me surpreenderia se o "novo" PS rompesse de vez com o trágico socratismo. Qual dos irmãos gémeos chegará primeiro à razão? Isso não sei, o que prevejo é que a sobrevivência política passará pela coragem em assumir o inevitável. Quanto mais difíceis são os tempos, mais se impõem os atributos da mobilização, da cooperação e da liderança.

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