sábado, 17 de setembro de 2011

natural

 



 


 


À medida que os problemas do sistema escolar se cruzam como o modelo vigente de gestão escolar, ou o modelo em si se vai desenvolvendo, são inúmeros os que metem as mãos na cabeça. Vamos lendo que o governo está disposto a alterar, num curto espaço de tempo, o diploma da gestão escolar: "(...) Os sindicatos querem maior democraticidade nas lideranças intermédias, sejam elas as coordenações de departamento ou as direções executivas das escolas. O dossier do sistema de gestão escolar pode ser aberto e resolvido, de forma consensual, num curto espaço de tempo. (...)".


 


Não me surpreende a preocupação, uma vez que o arco governativo sempre defendeu a solução em curso e sente o peso da conivência. O que me causa alguma surpresa política, são as posições para além das dos sindicatos. Santana Castilho e Octávio Gonçalves (PROmova), são duas pessoas que se reconhecem da área do PSD. Não sei se o primeiro é militante, mas concordo com as posições que tem defendido em diplomas que vão do estatuto do aluno ao dos professores, passando pela avaliação do desempenho e pela gestão escolar. Estou convencido que Octávio Gonçalves é da área da social-democracia e tem sido claro na defesa de posições que subscrevo. O seu último post é elucidativo:


 


"- um concurso nacional de professores, baseado na graduação profissional e totalmente transparente (monitorizado também por representantes dos sindicatos de professores);


- uma gestão democrática das escolas, porque estas são bens públicos e não quintas partidárias, em que o director deva ser eleito ou obrigatoriamente reconfirmado pela maioria dos professores da escola ou do agrupamento;


 - um modelo de avaliação, cujos processos de diferenciação e atribuição do mérito sejam transparentes, não estejam dependentes de um poder autocrático ou de uma pequena rede interna de interesses/amizades e envolvam inspecção externa e órgãos/personalidades da escola eleitos pelos seus pares."


 


Seria surpreendente se a maioria de direita legislasse no sentido da mobilização, da cooperação e da liderança. E já agora, era bom que o PS dissesse o que pensa de tudo isto e como é que se demarca da assumida perseguição aos "escolhidos", como se confessou no último congresso (estatuto da carreira dos professores, avaliação do desempenho, gestão escolar, estatuto do aluno e horários escolares no registo da pior 3ª via).

5 comentários:

  1. Como é que é? O PSD e o CDS mais democratas que o PS? A minha cara virou-se.

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  2. O último PS era o quê?

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  3. Octávio V. Gonçalves17 de setembro de 2011 às 22:55

    Olá, Paulo!
    Agradeço o teu destaque e não tenho dúvidas (nunca tive) que coincidimos na defesa do essencial, em matéria de Educação.
    Nas tuas referências, apenas falha um pormenor: não sou e nunca fui militante do PSD, embora me reveja, politicamente, na área da social-democracia que, supostamente, o PSD deveria representar. mas, infelizmente e com muita frequência, não representa. Todavia, como a minha única fidelidade é relativamente a princípios e ideias, nunca me inibo de criticar quem os ataca ou trai.
    Grande abraço!

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  4. Viva Octávio.

    Nada que agradecer.

    Já corrigi no post. Peço desculpa.

    Grande abraço para ti também.

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