Muito se vai discutindo a propósito da possível eliminação da redução da componente lectiva por causa da idade dos professores. O artigo 79 do ECD transforma-se numa arma de arremesso do ciúme social.
É da mais elementar justiça que um professor leccione menos horas à medida que a idade avança. Se nos últimos anos essa redução foi preenchida por um rol de inutilidades, esse facto não deve originar a sua eliminação. Apesar do bom senso ter sido subtraído à inteligência, nada justifica que as inutilidades não sigam o mesmo caminho matemático. Apenas isso.
E é tudo!!!
ResponderEliminarTem toda a razão!
ResponderEliminarPorque já hoje remeteu para um post do Paulo Guinote, posso adiantar que o li a meio da tarde e deixei lá um comentário (em 2º lugar), alertando para um risco preocupante, ainda que muito diferente daquela que é a minha situação profissional.
Há pouco voltei lá, para ler as demais opiniões, julgando que alguém me chamaria a atenção, e bem, para o facto de ter esquecido a grave consequência de desemprego para muitos colegas, se esse artigo 79º fosse eliminado.
E qual não foi o meu espanto quando me apercebi que, afinal, aquela caixa de comentários se transformou num campo de batalha para muitos dos que deviam estar do mesmo lado da barricada...
Lamentável.
Tem razão Ana. Para além do desemprego de muitos professores, há a questão da idade. São ambas importantes, mas tenho ideia que a segunda é a que devemos utilizar. Há professores com mais de cinquenta e cinco anos que não têm, naturalmente, energia para tanta turma. A situação é a que se sabe, mas convém que haja algum respeito pelas pessoas. Já reparou que, no âmbito da função pública, estas coisas só acontecem aos professores? Estranho, no mínimo.
ResponderEliminarNão é tudo Susana
ResponderEliminarÉ tudo muito estranho. Eu então, quando tinha 35 anos trabalhava 25 directas com alunos. Agora que tenho 54, trabalho 27 directas com alunos. Devo estar cada vez mais nova!
ResponderEliminarNão é assim tão estranho Isabel. E olha que o ciúme social que levou a esse estado de coisas tb partiu dos professores: uns contra os outros. Nem sempre tem acontecido uma discussão com o nível exigido. Tem-se nivelado muito por baixo e os resultados estão aí. Mas parece que ainda não estamos satisfeitos.
ResponderEliminarOs profs são invejosinhos!...Tenho 53 e trabalho 25 letivas porque sou do 1º ciclo. Tínhamos a vantagem de nos reformarmos mais cedo por tal motivo. Agora vai tudo aos 65 e a trabalhar as mesmas horas. Como podem os colegas dos outros ciclos ficarem contentes se aumentarem a carga horária aos mais velhos? Não vêem que sobra menos para os mais novos? Estou a ficar cansadota...Não conseguirei ir até aos 65. As forças são cada vez menos e a desmotivação é cada vez maior. Eu cá para mim nem reforma vou ter, por este andar...penso eu de que!
ResponderEliminarUm abraço Paulo
maria do norte
Abraço Maria
ResponderEliminarPois, Paulo,eu tenho a redução máxima e preferia voltar às 22horas. Não estou assim tão convencida da incapacidade de os professores com 55 anos aguentarem as turmas. É uma questão de organização de escola, de luta global contra a indisciplina e contra prioridades erradas nas escolas. Na verdade encheram--nos de aulas de apoio,muitas a alunos completamente desinteressados, de turmas que não são nossas e filhos de indivíduos que se estão nas tintas para a escola. E ficamos com a fama de só trabalharmos 14 horas. Não será assim em todos os grupos mas em matemática é.
ResponderEliminarA chamada componente não lectiva é nestes casos componente lectiva disfarçada (apoios a alunos estranhos)
desinteressante, seguindo um esquema conceptual errado e não rentável.Outros aspectos da não lectiva descaracterizam a função docente, desgastam-nos e deprimem-nos. Por mim, podem vir as 22 lectivas em que trabalho para os meus alunos.
Só lamento o desemprego que vai causar nos mais novos, mas também os vi frequentemente na blogosfera a insultar os mais velhos, que não faziam nada e que ganhavam o dobro... não no seu blog, que em geral mantém um nível equilibrado de inteligência e de racionalidade. :)
Obrigado Maria Fernanda. Um dia destes faço um post pegando no seu comentário. Não se esqueça que há professores que com 22 horas passarão a leccionar 11 turmas. Com 55 anos ou mais é uma brutalidade. O problema foi encher-se a componente não lectiva de inutilidades para satisfazer o ciúme social. Se a esperança de vida obriga as pessoas a trabalhar até mais tarde, é justo que os mais velhos tenham menos horas lectivas mas sem eufemismos.
ResponderEliminar