quinta-feira, 20 de outubro de 2011

da blogosfera - o estado da educação e do resto

 


 


Arrependimentos de direita 


 


"(...) Os ricos dirigem um sistema mundial que lhes permite acumular capital e pagar o trabalho pelo menor preço possível. São os únicos a beneficiar da liberdade que daí decorre. A maioria deve contentar-se com trabalhar ainda mais, em condições cada vez mais precárias, para enriquecer uma minoria. O sistema democrático, que visa enriquecer o maior número de pessoas, foi de facto confiscado por estes banqueiros, barões da imprensa e outros magnatas, que governam e possuem tudo.(...)


Sob pretexto da realpolitik e do pragmatismo, a direita esconde mal um vazio abissal. Alegar que não é ela a única a cometer erros não desculpa nada e não passa de um meio para mascarar o seu desconforto. Mas não se trata apenas de saber se a acção política que hoje desenvolve é boa ou má. O importante é que a prática demonstrou não apenas que se encaminha para um beco, mas também — que surpresa! — que as críticas dos seus piores adversários de sempre são fundadas.»


 


 


 

5 comentários:

  1. Finalmente. Ao fim de 30 anos, este sr. jornalista fervoroso apoiante da Thatcher de má memória, deu a mão à palmatória.

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  2. O presidente do Conselho Nacional do CDS, António Pires de Lima, considera que falta peso político ao ministro da Economia e que isso pode pôr um problema ao Governo.

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  3. Há vários "mercados".
    A esquerda aqui em causa é a democrática, não a que aboliu o mercado.
    Estou convencido de que "mercado" e "capitalismo" não são a mesma coisa.
    O mercado é um lugar onde se realizam milhares de ações individais que resultam na formação dos preços. significa liberdade individual e liberdade de escolha.
    O capitalismo resulta do desenvolvimento do mercado, mas também de fatos históricos de acumulação de riqueza.

    Ao contrário da direita liberal que quer separar estado e mercado, a esquerda democrática considera que a polis deve interferir no mercado para proteger os cidadãos mais vulneráveis e para o orientar de acordo com os interesses da maioria.

    Chamar a alguns bancos e fundos de investimento "mercados" é duvidoso. Eles são de facto poucos e cpmtrolados por menos ainda (3 ou 4 agências de rating,

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  4. Bem observado Luís, se me permites. Uma distinção essencial entre mercado e capitalismo.

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