O primeiro-ministro desresponsabiliza-se insistentemente com o passado mais e menos recente. Não é bom sinal.
O Orçamento é meu, o défice não, diz Passos Coelho
Sobre este tipo de atitude já escrevi assim:
Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como antigamente. Era uma espécie de oxigénio rarefeito.
O seu antecessor tinha-lhe deixado duas cartas: uma para o primeiro momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total - e uma outra para o segundo momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total -.
Sua Excelência, certo dia, abriu a primeira: "culpe o seu antecessor", continha o sobrescrito.
Sua Excelência, certo dia, abriu a segunda: "escreva duas cartas", continha o sobrescrito.
Nem mais!
ResponderEliminarE a decisão de quem quem vai ser espoliado de 4 ordenados nos próximos dois anos (os funcionários públicos) e de quem não será incomodado, como se de visita se tratasse (os funcionários não públicos), é de quem?
ResponderEliminarO outro...o Imperador,embora sem elefantes foi um dos principais obreiros do principio do fim do Vinho do Porto.
ResponderEliminarSe há alguma coisa que as gentes do Douro lhe devem é o caminho que abriu para a extinção da Casa do Douro e a consequente desregulamentação da produção...
qed
Ou:São uns tipos muito competentes...LOL
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