A proposta do governo de estrutura curricular não vai além dos cortes. Não se consegue perceber outra intenção. Os 45 minutos a mais ou a menos têm pouco significado científico ou pedagógico, apesar de se sublinhar o reforço na história, na geografia e no ensino experimental nas ciências (a questão do desdobramento de turmas é, no mínimo, polémica).
A eliminação da totalidade das áreas curriculares não disciplinares (área de projecto, estudo acompanhado e formação cívica), a eliminação do par pedagógico de evt e as supressões no 12º ano permitem uma folga horária que facilita a redução do currículo a uma ideia de essencial com vantagens que carecem de demonstração empírica. Os estudos comparados com outros sistemas escolares, principalmente com os mais avançados, dizem-nos que abdicar da denominada escola completa é sempre uma medida empobrecedora; empobrecer é, afinal, uma ambição transversal.
Parece-me que, e de acordo com a referência no texto do governo, apenas se deu um primeiro passo em direcção à redução de 102 milhões de euros orçamentados para 2012. A revisão do estatuto da carreira docente e a aglomeração de escolas serão os passos seguintes?
Comentário de Anónimo no jornal i online à cerca da notícia da reforma curricular | 13 Dezembro, 2011 - 15:38
ResponderEliminar"Mentir é feio... melhor a educação com a erradicação quase total dos desdobramentos de turmas... redução do número de horas para os alunos aumentando no passado por alguma razão que agora já ninguém se lembra... sim tudo isto vai melhorar a educação... tipo como é que ainda ninguém se tinha lembrado disto... estamos principalmente focados nos alunos.. ahahah"
Obrigado.
ResponderEliminarNão se lhes conhece a intenção?
ResponderEliminarClaro que conhece e é dolosa...
Viva.
ResponderEliminarBom. Obrigado. Vou linkar.
Abraço.