domingo, 11 de dezembro de 2011

pós-cimeira

 


 



 


 


 


A Europa entrou num estranho impasse e ninguém sabe o que vai acontecer na segunda-feira e muito menos em Janeiro quando a Itália colocar nos mercados dezenas de milhares de milhões euros de dívida. A única coisa que parece certa, pelo menos por agora, é que as duas velocidades já estão assumidas.


 


Eleva-se o lugar dos que desenham a contagem decrescente para o fim do euro. Queremos acreditar que o fim da moeda europeia não é desejado pelos responsáveis políticos do velho continente, embora a história já nos tenha mostrado que a sensatez é eliminada com frequência da inteligência humana. A soberba é um sentimento dilacerante e destruidor da construção e da paz. Há povos que têm embarcado em movimentos totalitários e trágicos e há vários motivos para se temer o pior no caso do euro fracassar.


 

3 comentários:

  1. “A Cimeira teve um desagradável odor a Pacto de Munique. Vitória da Alemanha em toda a linha. Tudo de cócoras”, escreveu Manuel Alegre, neste domingo, no seu site. “Ninguém se indigna com este atentado à Democracia? A utopia da UE está a tornar-se um grande embuste.”

    “A Alemanha parece estar a reconstruir um projecto político e económico de natureza imperial. Querem fazer dos países do Sul colónias empobrecidas, com exércitos de desempregados e salários baixos? De que estão a rir-se nas fotografias Durão Barroso e os outros dirigentes europeus?”, questiona.

    O conselheiro de Estado e antigo candidato à Presidente da República defende que “é preciso repensar Portugal e a Europa”. “É preciso resistir e preparar alternativas. É preciso reforçar a dimensão atlântica de Portugal”, continua.

    “Não temos vocação de lacaios nem de colónia de uma Alemanha que está a utilizar os especuladores, a austeridade e a recessão para subverter a UE e pôr de joelhos os Estados europeus”, sublinha o socialista. “E Paulo Portas tem de perceber que para ser Churchill não basta andar de fato às riscas”, atira.

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  2. O fim do euro assusta mas está a ser encarado.

    Primeiro, "as autoridades monetárias na área do euro deixariam de reconhecer o euro como moeda comum, desencadeando uma série de procedimentos que exigiriam voltar a emitir moeda pelos bancos centrais nacionais", defendeu Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, em Braga. Como as antigas moedas foram destruídas, isso pressupunha, por exemplo, que a Espanha emitisse o equivalente a 1,7 mil milhões de euros em pesetas, em Itália 1,3 mil milhões de euros em liras, 600 milhões de euros em francos e 6,8 mil milhões de euros em marcos.
    O jornal Wall Street afirma, entretanto, que alguns bancos centrais europeus preparam-se já para reimprimir moeda nacional. A Irlanda, citada no artigo, desmentiu categoricamente. A dracma (Grécia), a peseta (Espanha) ou o escudo (Portugal), emitidos por países economicamente frágeis sofreriam com a pressão dos mercados, enquanto o marco (Alemanha) teria tendência para crescer. "Para quê criar o pânico entre as pessoas, que poderiam perder até 50 por cento das suas economias, de acordo com vários estudos, levando-as a correr em massa aos bancos para retirar o seu dinheiro, resultando no colapso do sistema financeiro", questiona um economista do Instituto espanhol Elcano, Federico Steinberg.
    Nesse sentido, é melhor agir de surpresa ou vender de imediato a ideia às populações para as tranquilizar? As opiniões divergem. "É preciso que tudo seja decidido secretamente numa noite e que na manhã seguinte os mercados, os bancos estejam fechados durante pelo menos 12 horas para impedir que alguém movimente o seu dinheiro", defendeu Franco Bruni, professor na Universidade Bocconi de Milão, em Itália. Um especialista da Escola de Negócios de Madrid, Gayle Allard, defende, por seu lado, que "uma maneira de resolver a situação seria anunciando um dia que todas as contas bancárias estavam congeladas para voltar à moeda original".
    Para Eduardo Martinez-Abascal, da Escola de Gestão de Madrid, pelo contrário, a solução passaria por uma "espetacular campanha de comunicação". "Devíamos dizer: Chegámos à conclusão que temos de voltar para a peseta e as vantagens são estas e estas", explicou o professor. Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, alerta que, com uma moeda enfraquecida, os produtos importados, como o petróleo, seriam muito mais caros, haveria uma queda do poder de compra, o aumento da inflação e a queda do nível de vida. O abandono da moeda única pode também trazer problemas legais, como lembra um antigo economista do Gabinete central de Estatísticas na Holanda, Thomas Cool, que questiona com que moeda seria paga uma dívida espanhola à Holanda, se com pesetas ou florins.

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  3. Paulo G. Trilho Prudencio11 de dezembro de 2011 às 22:58

    Obrigado.

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