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domingo, 31 de maio de 2020

Coletes Laranjas em Itália

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Se a Europa já estava a ser desestabilizada pelos mentores não europeus, e europeus, do brexit, a crise da pandemia torna tudo mais difícil. A resposta à crise através do euro é fundamental para a garantia da paz. O dinheiro, através de uma moeda sólida, é um dos imaginários que mais consolida a crença dos humanos nos ideais de comunidade; cria confiança. Mas isso não impede que coletes laranjas se manifestem em Itália a favor do regresso da lira, num país que será justamente o maior beneficiário líquido das recentes propostas da comissão europeia.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Compra, Claro

 


Se o Reino Unido sair, com ou sem acordo, da UE, Trump compra-o; e quanto mais depressa melhor, antes que a decadência financeira dos EUA influencie a sua reeleição.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Da História Recente da Europa

 


 


François Hollande apareceu como o oxigénio da esquerda europeia e gerou expectativas. Como não conseguiu escapar ao controle orçamental (Joseph Stiglitz considera os 3% um exemplo de demagogia) nem à reforma permanente dos sistemas (é tão metabólico que torna risíveis os "reformistas"), a França entrou na "austeridade de esquerda". E não foi o único nos partidos do arco governativo europeu no fenómeno de erosão dos partidos democráticos. E a Europa não altera este estado descendente? Está à espera da eleição de algum ditador num dos países com maior dimensão?

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A Difícil Condição

 


 


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Para além da erosão do centro político que se vai verificando pelo mundo ocidental - a que não é estranha a impressionante riqueza material de líderes carismáticos da esquerda (Obama e Ségolène Royal, por exemplo) -, Portugal enfrentará os seus problemas: semi-periferia, consequências da falência financeira e condição de protectorado (ainda recentemente, o parlamento alemão "autorizou" a finalização do empréstimo ao FMI). Aliás, as diferenças de tratamento europeu em relação aos países que ultrapassam os três por cento (para Stiglitz, os 3% são uma epifania própria da demagogia - uma categoria política mais nociva do que o populismo -) de défice orçamental é elucidativa. 


O turismo tem sido uma espécie de petróleo e permite que Portugal se anime na "independência" em relação aos, naturalmente, implacáveis credores. Só que esse caminho exige cortes orçamentais, impostos elevados e manutenção do desinvestimento nos serviços públicos. Se a direita está esgotada com o tempo da troika, mais uma legislatura (ou até antes disso) com um Governo com o apoio actual poderá projectar a extrema-direita se nada, de socialmente significativo, acontecer.


 


Imagem: uma fraga na beira alta.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

da história e dos factos

 


 


 


Durante a invasão alemã, na segunda guerra mundial, estima-se que oitenta por cento dos franceses colaboraram com o regime nazi. Os vinte por cento sobrantes organizaram a resistência. No dia da derrota final do regime hitleriano, a maioria festejou com emoção a liberdade. Dá ideia que a Europa não aprende com a história ou a memória recua muito pouco; ou são os dois factos que se impõem.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

o eurogrupo e os professores

 


 


A disciplina imposta pelo (e ao) euro (legitimada pelo tratado orçamental), que norteia os governos, é um caminho universal. Apesar dos já reconhecidos erros graves (pelo FMI, por exemplo) nos excessos austeritaristas e na gestão das dívidas soberanas, Portugal, e apesar de ser uma pequena economia, foi um dos países mais prejudicados por causa dos receios sistémicos. Quando se diz - leia nos meus lábios - que "não há dinheiro", é uma incerteza que mete gelo no sobreaquecimento dos cidadãos que percepcionam que esse "não há dinheiro" nunca se aplica aos grandes contratos. Ou seja, se os orçamentos de estado são para todos, a política favorece os mais fortes. Tem sido este o fatalismo do mainstream. Faz crescer a direita radical, e outros partidos emergentes, ameaça o fim do "euro" e da própria União Europeia.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

a disciplina imposta pelo euro e os professores

 


 


 


A disciplina imposta pelo euro (legitimada pelo tratado orçamental), que norteia o Governo, é um caminho nunca antes navegado. São já reconhecidos erros graves (pelo FMI, por exemplo) nessas políticas austeritaristas e na gestão das dívidas soberanas. Portugal, e apesar de ser uma pequena economia, foi um dos países mais prejudicados por causa dos receios sistémicos. Quando se diz - leia nos meus lábios - que "não há dinheiro", pretende-se meter gelo no sobreaquecimento dos cidadãos embora se navegue na incerteza. O que irrita as pessoas, é que o "não há dinheiro" nunca se aplica aos grandes contratos, nem sequer nas falências de pequenos bancos quando a decisão era óbvia; e como depois se comprova mas não se "aprende". Ou seja, e repitamos, os orçamentos de estado são para todos e a política favorece os mais fortes. Tem sido este o fatalismo de socialistas e populares europeus e a direita radical não pára de crescer e de ameaçar com o fim do "euro" e da própria União Europeia.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Do estado da democracia

 


 


 


Existe na Europa uma forte ofensiva contra a democracia que se alimentará dos desvios dos principais actores dos partidos políticos "estruturantes". Se no caso português ainda estamos no início do conhecimento da realidade, será, como alguém disse, a "tempestade perfeita".

quinta-feira, 19 de abril de 2018

dos factos e da história

 


 


 


Durante a invasão alemã, na segunda guerra mundial, estima-se que oitenta por cento dos franceses colaboraram com o regime nazi. Os vinte por cento sobrantes organizaram a resistência e sofreram na pele as agruras da ousadia. No dia da derrota final do regime hitleriano, a maioria festejou com emoção a liberdade. Dá ideia que a Europa não aprende com a história ou a memória recua muito pouco; ou são as duas variáveis que se impõem.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Do "protectorado" e dos fantasmas

 


 


 


Há quem repita um hábito do bloco central: o PCP e os sindicatos são os obstáculos à boa governação. Teimam no raciocínio, em simultâneo com a eliminação de qualquer responsabilidade para a bancocracia e para a captura do orçamento do Estado. Nem uma linha nesse sentido. A dívida continua por reestruturar, os credores não se comovem, Bruxelas será "protectorado" de um sistema financeiro mais poderoso e o consumo interno entretém-se com fantasmas. Dá ideia que só somos nação quando pagamos o que devemos com o exclusivo contributo dos do costume.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Da soberania e da Catalunha

 


 


 


Se é difícil a soberania de um Estado europeu, como será com uma soberania europeia? A encruzilhada do velho continente tem uma estreita e histórica relação com a paz. A ideia de igualdade é o algoritmo a recuperar. Nas democracias há saudáveis grupos de contestação, mas não existem instrumentos capazes de institucionalizar o algoritmo.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

da repetição: desta vez foi em Barcelona

 


 


 


 


As pessoas fizeram um semestre no "estado islâmico" e regressaram como quem esteve em "erasmus"?


Por outro lado, as redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos. Amos Oz é, mais uma vez, muito claro:



"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta."


 


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

da alemanha como "futura âncora da europa"

 


 


 


É muito interessante a "Nova teoria do mal" de Miguel Real. Encontra-a também, e em forma de entrevista, na edição do Público de 22 de Fevereiro de 2015.


A visão maniqueísta consolidou-se e ouvi, há tempos, Mariano Gago contrapor, com absoluta mágoa, a necessidade do bem se impor ao mal. Para o ex-ministro (mais ou menos, claro), quando o bem desafia o mal no seu reduto, sofremos com as consequências; mas com o tempo, a força moral do bem sobrepõe-se às circunstâncias.


 


2ª publicação da entrevista.


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"Aos 61 anos, o filósofo, ensaísta e romancista Miguel Real lança mais um romance. Agora, em vez de ficcionar sobre a actualidade ou sobre a história, constrói uma utopia ficcional em que projecta o futuro: O Último Europeu, Edições D. Quixote.(...)


E a classe política?


(...)A classe política foi tomada de assalto, sobretudo a governação, por um conjunto de funcionários das jotas que foram servilmente subindo degrau a degrau, limpando tudo em redor como os eucaliptos, até ao momento em que não há alternativa dentro dos partidos. As possíveis grandes alternativas, as alternativas de mérito fogem para a sua profissão, para a ciência, para as artes, para o comércio, para a economia, para as finanças.


Vivemos em democracia?


Há vários tipos de democracia. Do ponto de vista formal não podemos negar que há democracia, nos grandes princípios da Europa a democracia cumpre-se: há alternativas, há alternâncias, há possibilidade de contestação, há liberdade de expressão, de reunião, de manifestação, tudo isso é muito importante. Quem viveu antes do 25 de Abril não pode negar que este é o melhor regime.(...)


Há excepções?


(...)Agostinho da Silva contava uma história da serra da Malcata, onde na década de 1960 havia cinco famílias num povoado. Três dessas famílias emigraram, sem saber a língua, com os costumes rurais que tinham, a mentalidade da Nossa Senhora de Fátima, mas tiveram a ousadia e a coragem de ir a salto para a Alemanha e a França. Quando mais tarde regressaram triunfantes, com uma família, um carro, uma casa, quem dominava a aldeia? Os que não tinham tido a coragem de partir. Dominavam a sacristia, o minimercado, a serração da madeira e também a junta de freguesia. Portugal é um pouco isso. As elites corajosas e ousadas são as que partem. Ficam cá, em parte pois não quero generalizar, os que não têm coragem de partir, ou seja, não têm coragem de inovar. A elite portuguesa reflecte hoje isso.


No actual relativismo ético, idolatra-se o dinheiro e o consumo. Vivemos uma regressão civilizacional e estamos a voltar a um mundo mais desigual?


Socialmente mais desigual, inevitavelmente estamos. A Europa transformou-se numa empresa de negócios, uma grande empresa. As nações, os países são os sócios dessa empresa. A empresa fez-se para trocar, vender, comprar.(...)