Há a sensação que as próximas eleições na Alemanha e na França registarão uma viragem à esquerda. Já são muitos os que dizem que é fundamental quebrar o núcleo que tem governado a Europa nesta década e que incluiu os chefes de governo do eixo franco-alemão, os "donos" do BCE e os sétima-voz que se sentam na comissão europeia. Sabemos como governou a esquerda-terceira-via, mas qual é o caminho que nos resta antes da revolução reclamada pelos que temem, e com razão histórica, a deflacção? Esperamos é que a esquerda do poder tenha aprendido qualquer coisa.
De repente, as forças do eixo, tiram, da cartola, o coelho mágico........ os índices bolsistas sobem, a crise deixa de ser crise, a derrota passa a vitória e a Europa treme, mas não cai.....até ao próximo abalo.
ResponderEliminarÉ o que parece Nicolau.
ResponderEliminarPaulo,
ResponderEliminarchamar "esquerda" à terceira via blairista, que mais não fez que prosseguir e aprofundar as privatizações preconizadas pelo "capitalismo popular" com que Tatcher mascarou o neoliberalismo importado da escola de Chicago, é um exercício de branqueamento das responsabilidades da social democracia no estado a que a Europa chegou.
Porque são os maiores responsáveis pelo engano a que conduziram os seus eleitorados é que Trabalhistas ingleses e socialistas franceses, portugueses, espanhóis e gregos foram corridos dos respetivos governos. E mesmo o reaparecimento efémero de Papandreu na Grécia apenas serviu para legitimar a consumação do roubo aos trabalhadores gregos por parte das grandes corporações financeiras mundiais.
Tens razão Francisco. Tenho ideia que quem for a eleições perde. Há todo um universo de culpados, digamos assim, mas temos tb de estabelecer alguma hierarquia.
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