Nas campanhas eleitorais, a oposição desdobra-se a apontar as inverdades de quem governa e a sublinhar a necessidade de se explicar à população o interior dos acontecimentos. Mesmo que as cadeiras troquem de clientes, a prática de-não-verdade fica inamovível do lado de quem governa.
A discussão sobre a revisão curricular está mais condicionada pelos cortes no produto dos salários de professores do que noutra variável. É claro que há aquela cratice, que se pensava arrumada no baú das insuficiências escolares, que se assume num discurso de três ou quatro saberes essenciais. Num tempo de globalização e de sociedade da informação e de conhecimento, temos de convir que uma epifania desse calibre só parecia ao alcance de quem usasse substâncias com efeitos psicadélicos.
A habilidade, e a oportunidade, política condiciona o tal discurso de verdade.
bem visto
ResponderEliminarEste governo está todo a aprender a mentir, provavelmente porque tem um bom professor.
ResponderEliminarSempre se disse que atrás de mim virá quem bom de mim fará. No caso presente até nem é difícil isso acontecer. Não há duvida, mas o tempo voltou para trás. Nem o Salazar se fosse vivo faria o que este ministro está a propor, pois pela certa já teria evoluído mais. Retirar informática para dar lugar a história, geografia e religião e moral, ainda por cima num Estado laico, além de incompetência demonstra ignorância e descaramento. Quantos são os empregos que exigem essas disciplinas e não exigem informática. Depois de 74 na Educação tem havido sempre agitação e greves, com razão ou sem ela, mas desta vez nunca houve tanta, pois está a ser destruído ensino e por arrasto o futuro do País. Não nos podemos esquecer que a educação é a melhor maneira de sair da pobreza, tanto a nível individual como colectivo. Os Países onde existe um nível cultural elevado, são em regra os que têm melhores condições de bem estar e não os que possuem riquezas naturais, mas cuja educação é baixa. Por isso não admira que até já as crianças tenham percebido o que lhe está a acontecer e por isso prefiram o Sócrates. Já não restam duvidas que este governo não consegue tapar o buraco, mas antes está a abrir um buracão maior.
Que o ministro Crato dance (ou faça dançar) ao som da música do seu maestro é decepcionante para a Educação, mas previsível para quem foi menos ingénuo a avaliar as promessas eleitoralistas.
ResponderEliminarAgora que este mesmo ministro menospreze a inteligência dos portugueses, sobretudo dos profissionais qualificados que tutela, é inadmissível e, no mínimo, pura hipocrisia.
«o ministro afirmou não saber "se há professores que vão deixar de ser necessários".»