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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

das cartas

 



Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como antigamente. Era uma espécie de oxigénio rarefeito.

O seu antecessor tinha-lhe deixado duas cartas: uma para o primeiro momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total - e outra para o segundo momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total -.

Sua Excelência, certo dia, abriu a primeira: "culpe o seu antecessor", continha o sobrescrito.

Sua Excelência, certo dia, abriu a segunda: "escreva duas cartas", continha o sobrescrito.


(Já usei este texto intemporal noutros posts)

sexta-feira, 24 de março de 2017

Tríptico ainda vigente no Eurogrupo

 


 


 


O caso do holandês ainda presidente do Eurogrupo remete para a memória dos tempos recentes. Como o indivíduo é trabalhista, é bom que se sublinhem os efeitos nefastos da terceira via para que não exista a tentação de reincidir; em Portugal também. É que se notam alguns tiques revisionistas.


Em 2013, encontrei uma ideia mais ou menos assim (não a reencontro, mas é da autoria de Joseph Stiglitz): antes de escolhermos qualquer dos caminhos que se vão propondo para sairmos donde estamos, devemos perceber três coisas óbvias: a crise é artificial, a austeridade não é a solução e é mesmo o problema e a Alemanha é o obstáculo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

da correria dos pais e dos educadores

 


 


 


O filósofo John T. Bruer critica as modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como talDa música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades estão cheias de modismos destinados às crianças que resultam em mais stresse para pais e encarregados de educação.


Continua a ser importante uma sociedade presente e com tempo para as crianças. É fundamental uma educação equilibrada e, principalmente, que contrarie o modelo criança-agenda.


 


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Há melhorias nos concursos de professores

 


 


 


Apesar do atraso, foram colocados (o dobro de 2015) 7360 contratados. E porquê? Porque acabou a tragédia BCE. O Governo foi sensato: eliminou procedimentos inúteis e errados. E, sem vaidade, não acrescentou. Como há muito se sabe, o concurso por listas graduadas é o mais democrático e espera-se que a actualidade sirva de lição.


 


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sábado, 6 de junho de 2015

do óbvio, da internet e do intemporal

 


 


 


 


É interessante esta entrevista a Humberto Eco onde o jornalista salientou uma frase que tem tanto de óbvio como de intemporal: "A internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio".


 


Foi George Orwell quem disse que "descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes" e, apesar de Humberto Eco não se estar a referir a um momento de descida profunda, podemos considerar óbvias e intemporais as suas conclusões. Retirei dois parágrafos.


 


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

dos limites da pressão

 


 


 


"Há um exagero em muitas das pessoas que se queixam que cederam por causa da pressão", disse a especialista, não ouvi o nome, na TSF. O tema era o assédio nas relações de trabalho e a consequente "desculpa" para a fraqueza moral.  


 


Não é preciso ouvir uma especialista para comprovar a evidência. Os últimos anos do sistema escolar foram férteis. Quantas e quantas vezes (é uma lista mesmo interminável) não ouvimos o argumento da pressão, e da necessidade, para justificar o mais notado oportunismo? E como disse a especialista, este tipo de "fraquezas" são sempre, e a prazo, prejudiciais aos indivíduos que as praticam e vezes de mais aos grupos onde se inserem.

concordo com o CNE

 


 


 


 


Concordo com a ideia do CNE de eliminar a obrigação de tornar públicas as pautas de avaliação antes do sétimo ano de escolaridade, substituindo-a por informação individual a cada aluno e respectiva família. E não se deve circunscrever às pautas: deve aplicar-se a todas as avaliações e a quadros de valor e de mérito.


 


Ia a escrever que há muito que escrevo a defender estas ideias, mas não é verdade. Não é há muito porque os descomplexados competitivos criaram estes processos há pouco tempo e até julguei que esta espécie de "nova teoria do homúnculo" era impossível no século XXI.


 


Pode conhecer aqui e aqui alguns dos textos que escrevi sobre o assunto.


  



As ideias do CNE


 


Reavaliar provas do 4.º e 6.º ano.



Propõe ainda, entre várias outras medidas, que seja eliminada a obrigatoriedade de afixação pública das pautas de avaliação, uma prática "sem par nos restantes sistemas educativos, substituindo-as por "informação individual dirigida a cada aluno e respectiva família". Que seja reavaliada "a adequação das provas finais do 4.º e 6.º anos aos objectivos de aprendizagem dos ciclos que encerram, bem como rever as suas condições de realização". Actualmente são feitas ainda no decorrer do ano lectivo, o que traz "enormes constrangimentos ao funcionamento das escolas, para além de determinarem alterações nos processos de leccionação".



 


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

os homossexuais podem adotar crianças

 


 


 


É óbvio, ou devia ser, que os homossexuais adoptem crianças. A questão fundamental para uma adopção passa pelas condições para educar uma criança e não pela orientação sexual dos adoptantes.


 


 


 

domingo, 28 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

o abandono escolar aumentou, obviamente, nos últimos três anos

 


 


 


 


Como era esperado "(...)A taxa de retenção ou desistência aumentou nos três ciclos do ensino básico nos últimos três anos(...)" e ainda se sentirão com mais intensidade as consequências da escolha da escola pública, e dos seus profissionais, como o primeiro alvo dos cortes a eito.


 


Bem pode a ministra da Educação, a ultraliberal Maria Luís Albuquerque, afirmar que "(...)"O ensino superior tem uma extraordinária importância, tem tido uma evolução fantástica, todos os dias temos notícias de como o nosso ensino superior está a ganhar reconhecimento internacional e tem também um enorme palco mediático(...)". O que a ministra vê é produto da generalização da escola pública. Sem quantidade e qualidade na base, só por milagre ou geração espontânea é que se conseguem bons resultados na primeira linha da investigação.


sábado, 6 de setembro de 2014

repetindo o óbvio na disputa entre a gestão pública e a privada

 


 


 


Mas não há profissionais menos competentes no sector público? Claro que haverá. Essa não é sequer a questão dos últimos anos. A afirmação falaciosa consistia na elevação da gestão apenas por ser privada: fazia mais com menos e tinha o exclusivo da competência, da inovação e da ambição. Quando há uns poucos anos adivinhávamos a tragédia da desregulação da Educação na Suécia, éramos uns radicais ideológicos. Nesta altura, já são os próprios suecos que se "confessam decepcionados com a privatização da Educação".


 


A "desgraça" da bancocracia acentuou a falácia de que os privados geriam melhor e faziam mais com menos.


 


Claro que existem bons profissionais em ambos os sectores, mas a Educação, pelo seu carácter de longo prazo, não é aconselhável aos modelos empresariais. Em Portugal têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.


 


Como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros, o atropelo aos mais elementares direitos laborais e a observação de resultados a médio e longo prazos.


 


 


 


 


 


 

domingo, 17 de agosto de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

comprova-se o plano inclinado do sistema escolar

 


 


 



 


A propósito dos exames de português e de matemática dos 4º e 6º anos, os professores de matemática reafirmam a sua discordância com os exames nacionais nestas idades e afirmam que as políticas educativas em curso já comprovaram as consequências negativas.


 


O que sabe é que os países europeus com sistemas escolares mais avançados têm estabilidade nas políticas e que os resultados escolares das crianças e jovens só são públicos a partir dos 13 a 14 anos. Até aí, as classificações são apenas transmitidas aos respectivos encarregados de Educação. Por cá, e à medida que empobrecemos, tudo o que é competitivo é aplicado precocemente, e para gáudio do público, e até a rede escolar já se assemelha à disputa das grandes superfícies; tudo muito naturalmente até conseguirmos descer uns graus abaixo de zero. 


 



 


 


 


 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

"Abusa-se da ciência para criar stresse nos pais"

 


 


 



 


 


 


Encontrei o título nesta notícia do Expresso onde o filósofo John T. Bruer critica a parafernália de modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como tal. Da música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades actuais estão inundadas de modismo destinados às crianças que têm um resultado seguro: mais stresse para todos os actores.


 


Continua a ser importante a prevalência de uma sociedade presente e com tempo para os petizes, uma educação equilbrada e a eliminação do modelo criança-agenda.


 



 


 


 


 


 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

da internet, do óbvio e do intemporal

 


 


 


É interessante esta entrevista a Humberto Eco onde o jornalista salientou uma frase que tem tanto de óbvio como de intemporal: "A internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio".


 


Foi George Orwell quem disse que "descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes" e, apesar de Humberto Eco não se estar a referir a um momento de descida profunda, podemos considerar óbvias e intemporais as suas conclusões. Retirei dois parágrafos.


 


 




 


 


 


 


 


 

terça-feira, 11 de março de 2014

naturalmente

 


 


 



 


 


"Não há uma escola no mundo sem bullying" e nem adianta argumentar com o óbvio: sempre foi assim. O bullying existe e requer atenção e acção. E nos tempos que correm acrescenta-se o cyberbullying. As redes sociais são terreno fértil até entre adultos-eternamente-em-via-de-crescimento, como se sabe.


 



 


 


 


 


 


 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

dos problemas com a escolha da escola - quem diria

 


 


 


 


"Os decisores políticos que promovem a escolha da escola, vendem a ideia de que isso se faz como consumidor individual e não como cidadão. Como cidadão, uma pessoa responsabiliza-se pela escola pública local; apoia-a e orgulha-se com as suas realizações. O cidadão vê-a como uma instituição da comunidade digna do seu apoio, mesmo que não tenha filhos na escola. O cidadão pensa na escola pública como uma instituição que educa os cidadãos, os eleitores futuros, os membros de sua comunidade. Se a escolha da escola se torna a base das políticas públicas, a escola deixa de ser uma instituição comunitária para passar a atender às necessidades dos seus clientes."


 


 


O parágrafo que acabou de ler é de Diane Ravitch, ex-secretária de Estado na administração do Bush mais crescido, bem à direita em "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (qualquer coisa como: o reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América).


 


Encontrei-o por aqui e pode lê-lo no original na imagem seguinte. Quem diria, realmente, que uma pessoa como Diane Ravitch concluiria que cidadania, comunidade, educação e eleitores futuros são ideias não compatíveis com clientes e consumidores.


 



 


 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

querem ver que também vão achar que estamos na presença de outro complexado não competitivo

 


 


 


 


A lei da selva na Educação está a atingir proporções alarmantes.


 


É esse o caminho que Portugal está condenado a percorrer? Não nos esqueçamos, como diz a notícia, que muito do que vamos ler foi partilhado pela terceira via socialista e que foi imitada por cá.


 


 


 


 



 


 



 


 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ou seja

 


 


 


 


Os portuguesses confiam mais nos professores do que no sistema escolar, os portugueses olham para os professores como uma das profissões mais confiáveis, mas não querem que os seus filhos exerçam essa profissão. Era óbvio que o caminho seria este. Há 7 ou 8 anos a fio que governantes e comentadores televisivos passam os dias a zurzir nos professores em termos mediáticos.