A oposição está paralisada e sem propostas que se afirmem como alternativas. A esquerda mais próxima do centro, e que é representada pelo partido socialista, ficou refém do trágico legado de Sócrates. Há muitos militantes socialistas que continuam convencidos que o falhanço se deveu a factores exógenos e os que pensam de modo diferente estão marcados pela falta de coragem durante esse período. Havia um qualquer cimento de interesses que impediu a separação de águas e a factura política está a ser paga. Dá ideia que a esquerda necessita de uma qualquer refundação, uma vez que os partidos à esquerda do PS estão "anestesiados" e sem agenda que convença os eleitores.
Governar sem oposição é um sinal de fraqueza da democracia e importa repetir o óbvio: as sociedades que mais prosperaram foram as que instituíram o contraditório e que conseguiram incluir as diversidades. Apesar do torpor democrático, deve reconhecer-se que o desânimo colectivo é evidente e que um qualquer rastilho pode ter consequências imprevisíveis. E nesse caso, os poderes formais acordarão; poderá é ser demasiado tarde.
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