Se protestam muito ainda apanham com o SIADAP (sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública). Era assim que muitos socialistas, crentes fervorosos das políticas de J. Sócrates, tentavam anestesiar a luta dos professores no momento mais sobreaquecido. O link que indiquei remete para uma série de entradas que fiz sobre o desmiolado e totalitário SIADAP (peso bem o que escrevo, podem crer).
Quando ouvia essas ameaças não conseguia deixar de sorrir. O governo de então desdobrava-se na aplicação do modelo com a bênção esmagadora da opinião publicada, e do arco-governativo e dos seus anexos, e os seus dirigentes ameaçavam com a coisa-má num exercício um bocado cómico para quem acredite que a democracia é uma vantagem e que os socialistas portugueses pugnam por isso. Nos casos que conheço mais de perto, os ameaçadores não só cumpriam o perfil mencionado como eram dirigentes escolares ou afins. A suprema ironia verificou-se: os dirigentes escolares foram os únicos professores a quem se aplicou o SIADAP na versão mais original, os seus protestos surgem misturados com os agrupamentos de escolas e isso não ajuda nada.
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