Ouvi, e vi, o médico Sobrinho Simões na pele de senador da República. Mostrou-se favorável à prestação de contas das direcções escolares em relação às comunidades educativas através da avaliação dos directores pelo conselhos gerais. O seu discurso estava num tal nível bem-pensante e irrefutável que levou a entrevistadora ao recurso inevitável: as corporações, como no passado recente, é que complicam.
Mas eis que tiveram uma espécie de rebate de consciência: é preciso que os modelos sejam aplicáveis, disseram quase em uníssono. Sobrinho Simões mudou de tom e começou a explicar a impossibilidade de medir o acto médico e a inexequibilidade e a brutal injustiça do modelo de avaliação em curso. Foi pena que o tempo mediático o interrompesse.
Não sei o que se passa nos conselhos gerais das universidades, dos hospitais ou da EDP. Sei que nas escolas dos ensinos básico e secundário a avaliação dos directores começou por ficar a cargo dos directores regionais. Uma coisa insana, como se previa. Pontuar anualmente centenas de gestores escolares é uma tarefa para inumanos. Caiu sem apelo.
O que agora se achou é de outra dimensão. Os conselhos gerais das escolas têm cerca de 50% (menos um bocado) de membros com vínculo à instituição (docentes e não docentes) que serão avaliados pelo director e que depois o avaliam. Vai ser bonito e bem lusitano. Os restantes membros são desvinculados, podem abandonar o cargo quando bem lhes apetecer, não têm de evidenciar formação especializada, não prestam contas, mas avaliam. É a tal dimensão, desta vez potenciada à quinta e talvez inspirada no sempre presente Quinto Império.
claro
ResponderEliminarPorque os conselhos gerais, na sua génese, verdade seja dita, "atrapalham" o funcionamento das escolas. Não se aceita mas compreendesse, a necessidade de atribuir uma forma-função que, aparentemente, valorize, o que é um desperdício.
ResponderEliminarAnónimo Epiteto
ResponderEliminarNa minha escola nem deram a avaliação a todos os docentes, os críticos ficaram de fora e todas estas votações são entregues na direção em mão, o diretor usa e abusa de uma prepotência encapotada pensa ele, ai cabecinha pensadora.... existem ali conivências com os seus “capatazes” começando pelo chefe de pessoal que tem segredos que submete o diretor, até gritando com ele em alto e bom som, e que por isso também tem um lugar vitalício dando ordens a vários docentes sobre o que devem ou não fazer, impensável só na republica das bananas situada num recanto da zona histórica oestina. Mas há mais o sr.diretor que por sua vez coloca coordenadores ignorantes, maus e submissos que servem para fazer as necessárias intriguices, as cabalas, e maltratar professores aproveitando-se das avaliações para abater quem faz frente e não se submete nem se cala, e como não bastasse, o coitado com medo de ver o seu poleiro fugir até foi a correr mudar do cor do rosa para o laranja para a promiscuidade ser maior, mas se o Presidente da Câmara que é de outra geração, soubesse o que se passa nos tãos seus queridos complexos, até bradava e já tinha feito ali a sua revolução inovadora, científica e qualitativa. Mas os podres das escolas senão os denunciarmos ficam bem escondidinhos debaixo da mesa mas com o rabinho de fora e mais tarde descobre-se ciência oculta : funcionários que saíram por serem perseguidos, docentes que detestaram trabalhar neste agrupamento e o querem ver bem ao longe, ameaças a docentes que discordem, afinal os que resistem não se sentem assim tão sós acabam é por serem humilhados pelos tão queridos ignorantes coordenadoresinhos, de tão rigorosas avaliações como nos querem fazer entender, mas como de asnos não temos nada porque até esses são inteligentes e amigos do homem, o melhor é pôr a cru o que se passa pelas nossas escolas e deixarmos de ter medos e receios, então não há já grandes revoluções pela net, que deitam abaixo ditadores? mais fácil decerto será depôr um cretino dum diretor, matarroano, sem escrúpulos, nem miolinhos para ser gestor e os seus pequeninos capatazesinhos que até tremem de submissão e de sorrisos hipócritas. Abaixo esta linhagem já com raízes podres debaixo das suas cadeiras porque os seus mandatos foram colados com cola-tudo, esquecem-se é que esta às vezes também quebra. Viva a era da mudança, essa dá-se quando nós quisermos e a nossa inteligencia e criatividade têm que servir como estratégia. Viva a união que dizem que faz a força, somos muitos a pensar da mesma forma, só que alguns não se comungam perante a penitência, como nós soldados bravos pela Paz e o Bem Estar nas Escolas Portuguesas que não podem continuar eternamente a serem feudos destes déspotas diretores, esquecem-se que um dias, as suas tão esmeradas estátuas podem-se igualar à de Saddam Hussain.
Até arrepia.
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