domingo, 19 de fevereiro de 2012

lá como cá

 


 


Não há pior para a democracia do que o mau exemplo de quem governa. Por norma, devemos desconfiar de quem vigia à lupa o preenchimento de formulários e se preocupa em infernizar a vida dos outros com exigências detalhadas, absurdas e de nivelamento por baixo.


 


A página 16 do Público de ontem tem um parágrafo elucidativo sobre a demissão do presidente alemão. "(...)O que aconteceu a Christian Wulff? Tudo começou em Dezembro, com uma notícia sobre um empréstimo com uma taxa de juro muito favorável junto da mulher de um amigo empresário. O empréstimo foi depois mudado para um banco, que também lhe ofereceu condições especiais. Isto quando Wulff era governador do estado federado da Baixa Saxónia, que tem leis tão estritas sobre benefícios que há casos de professores processados por terem aceite bilhetes grátis para um parque de diversões, nota a revista alemã Der Spiegel.(...)"


 


Dá ideia que há um espécie de governantes, ou de aspirantes a tal, que têm uma qualquer fixação com os professores.

10 comentários:


  1. É caso para dizer :

    Teachers: the weakest link !!

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  2. É. Cá também há aspirantes (alguns ainda não percebemos é a quê!) que têm uma fixação com os professores.

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  3. No Norte lebam com o chuço, carago.

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  4. É Felicidade. Quem disse que os professores eram uns "zecos" ou um esparguete fácil de partir deve andar a pensar no que lhe aconteceu. Enfim. Um elo mais fraco, como dizes. Dá que pensar, tanta má vontade.

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  5. Tal alusão poderá significar tão somente:
    a) apreço pela profissão de professor, de tal modo que o cuidado com a sua dignidade é, por isso, mais sufragada;
    b) que a mais imediata tentação de soborno se dirige aos professores - pelo seu número, pela facilidade de acesso.

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  6. Paulo G. Trilho Prudencio20 de fevereiro de 2012 às 12:46

    Bem observado, se me permite.

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  7. Certo! lá como cá a vida de professor é desprezada, invejada, denegrida. São, como nós, o elo mais fraco.
    Em relação aos "politiqueiros" a única diferença é que a pressão do povo, da imprensa, dos eleitores é enorme e eficaz. Se o trabalho para o diploma é fraudulento o homem deve afastar-se. Se recebe, comprovadamente benefícios fiscais ou económicos, demita-se.Cá já não é como lá.

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  8. Referia-me à perseguição aos professores. A demissão é que já não é como lá

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