quarta-feira, 21 de março de 2012

faço greve em defesa dos "não competitivos"

 


 



 


 


Alguém disse, e concordo, que a democracia e a revolução foram substituídas pela competitividade e pela mobilidade. A análise desta afirmação é muito interessante.


 


Vivo num país em regime de falência, em que as PPP´s e por aí fora se mantêm incólumes apesar de terem delapidado financeiramente o país e porque quem Governa considera que os funcionários públicos devem pagar a fatia maior com excepção dos que podem fugir para o sector privado - os competitivos da CGD, da TAP e de sei lá mais o quê.


 


Não sei identificar com rigor se estamos perante uma luta de classes. Há muitos que o afirmam de forma bem sustentada. Sei que existe uma minoria que parece enriquecer como nunca. Dizem-nos que são gananciosos. Por outro lado, os portugueses, enquanto empobrecem a uma velocidade impensada, têm sido considerados anestesiados e muito compreensivos por parte da opinião publicada. O que lhes resta, afinal? Como podem lutar e manifestar a sua indignação? Se se manifestam é porque é mais do mesmo, se fazem greves de um dia é porque são insuficientes, se fazem greves de mais dias é porque são irresponsáveis, se são bloggers são elitistas e podia estar aqui a noite toda a elencar as verdadeiras anestesias.


 


Há quem diga que a Europa mergulhará numa explosão social. Tenho ideia que poucos o desejam e incluo-me nos que preferem a democracia, a liberdade e o progresso e quando faço greve não hipoteco o meu registo a quem a convoca.


 


Fiz imensas greves e raramente anunciei a decisão antecipadamente. Hoje quebrei o compromisso democrático.

15 comentários:

  1. Limpinho, para não variar.

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  2. Os basquetebolistas chamam a estas posições um cesto sem espinhas!!!

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  3. Não diria melhor. Levei para o meu FB.

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  4. Não partas a loiça, deixa alguma para o resto do pessoal...

    Abraço

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  5. Faço greve. Pode ser a última forma. Podia "não se a que"...Digam-me a outra. Dento das "cívicas", é a que encontro. E não desisto, pela escola pública, pelos meus alunos, pelos meus filhos. Estarei, em consciência, em greve! Abraço, Paulo.

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  6. Uma corrente muito interessante.
    Gostei.
    E, para variar, não faço greve há alguns anos.
    Penso que uma mobilização geral, bem organizada teria maior impacto.
    Nas greves o que importa são os números.
    Cumprimentos.

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  7. Obrigado. Compreendo, mas também compreenderá que cansa um bocado essa coisa de sempre mais um se.

    Cumprimentos.

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  8. Obrigada, Paulo.
    Um texto lúcido, como sempre. Também eu faço greve "em defesa dos não-competitivos" e apesar dos que se escondem nos "se...".
    Abraço

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  9. Sabe bem ler algumas palavras lúcidas no meio de tantos "ses".

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  10. Paulo G. Trilho Prudencio22 de março de 2012 às 19:41

    Obrigado Manuela.

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  11. Paulo G. Trilho Prudencio22 de março de 2012 às 19:42

    Percebo

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