sexta-feira, 9 de março de 2012

mais uma volta

 


 


Não temos emenda. É o presidente da República a deixar o sentido de Estado pelas ruas da amargura ao classificar publicamente o inclassificável ex-primeiro-ministro J. Sócrates e é a "malta" do arco governativo (o tal da bancarrota e das benesses ilimitadas) que, nem três anos depois, dá mais uma volta à rotunda e nos deixa atónitos com a velocidade das mudanças de direcção ou de sentido. E depois eram os bloggers que exageravam quando diziam que o poder democrático da escola estava em plano tão inclinado como o das finanças.


 


Pais, alunos e funcionários fora dos Conselhos Pedagógicos das escolas


 


A principal alteração à última versão da proposta do Governo de modelo de gestão das escolas, que será debatida nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação com as duas principais organizações de sindicatos de professores, diz respeito à composição do conselho pedagógico, que passa a incluir apenas professores, deixando de fora pais, alunos e funcionários.

7 comentários:

  1. Até que enfim, uma medida que deveria ter sido tomada há muito, pois a experiência foi muito negativa. Os Conselhos Pedagógicos são, por definição, para Pedagogos. E pedagogos são os professores que tenham feito a respectiva formação, incluindo o estágio pedagógico - ou seja, nem sequer todos os professores deveriam tomar parte, mas apenas os que para tal têm preparação específica, quanto mais os alunos e os paizinhos destes, que na generalidade só para ali vão empatar e dar bitaites sobre matérias sobre as quais não têm competência.

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  2. Os governos quando interferem na escola é para fazer política e para nomear diretores através da cor política. Na escola todos já são representados nas reuniões e em outras situações, não percebo agora a interferência nos conselhos pedagógicos que se fala quase só em pedagogia e que eu saiba são os professores que têm esta especialidade e experiência. Em Portugal parece tudo especialista em educação, todos querem interferir. No futebol t.b. acontece o mesmo, nos programas desportivos por exemplo falam autarcas, advogados, engenheiros, políticos,... e pouco se vê o especialista,... o treinador e jogadores a falar nestes programas.Em Portuga lparece que vale tudo é a lei da selva...

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  3. E mais... Representantes? Perguntem aos pais de uma escola quem é que os representa e o que é um conselho pedagógico ou um conselho geral para verem como esses ditos representantes não representam nada ou representam interesses que que são de outra esfera...

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  4. O que percebem os pais de pedagogia para tomar decisões ao mais alto nível numa escola? Eu também não vou opinar para o conselho de administração de nenhuma empresa como é que esta deva ser gerida! Muito gostam os portugueses de serem treinadores de bancada mesmo sem perceberem nada do assunto! Deixem os professores ensinar e os pais tratem mas é de educar os seus filhos em vez de simplesmente os depositarem nas escolas! Como se costuma dizer... cada macaco no seu galho!

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  5. E para que serve o CP neste modelo de gestão? Por não servir para nada nem decidir nada é que fica só para os professores. E no CG, ninguém mexe? Ah, pois é!

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  6. O Conselho Pedagógico não pode ser mais um espaço de centralismo de poder. Os alunos têm o direito de estar representados nos orgãos que direcionam a sua vida escolar. Sou representante dos alunos neste orgão e sempre fiz o meu melhor para defender os interesses dos meus colegas, defendendo os testes intermédios, defendendo medidas mais eficazes na punição e gestão de comportamentos violentos, indisciplina, e até fazendo perguntas incómodas sobre o funcionamento dos orgãos administrativos e gestão de assistentes operacionais que muitas vezes estão a fumar em vez de estar ao serviço (Direção inclusivé). Fiz tudo o que as Associações de Estudantes, na sua maioria, não fazem, preferindo o forrobodó desenfreado na organização de "festas" em vez de representar o futuro(bom ou mau) do país.

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