Não temos emenda. É o presidente da República a deixar o sentido de Estado pelas ruas da amargura ao classificar publicamente o inclassificável ex-primeiro-ministro J. Sócrates e é a "malta" do arco governativo (o tal da bancarrota e das benesses ilimitadas) que, nem três anos depois, dá mais uma volta à rotunda e nos deixa atónitos com a velocidade das mudanças de direcção ou de sentido. E depois eram os bloggers que exageravam quando diziam que o poder democrático da escola estava em plano tão inclinado como o das finanças.
Pais, alunos e funcionários fora dos Conselhos Pedagógicos das escolas
A principal alteração à última versão da proposta do Governo de modelo de gestão das escolas, que será debatida nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação com as duas principais organizações de sindicatos de professores, diz respeito à composição do conselho pedagógico, que passa a incluir apenas professores, deixando de fora pais, alunos e funcionários.
Até que enfim, uma medida que deveria ter sido tomada há muito, pois a experiência foi muito negativa. Os Conselhos Pedagógicos são, por definição, para Pedagogos. E pedagogos são os professores que tenham feito a respectiva formação, incluindo o estágio pedagógico - ou seja, nem sequer todos os professores deveriam tomar parte, mas apenas os que para tal têm preparação específica, quanto mais os alunos e os paizinhos destes, que na generalidade só para ali vão empatar e dar bitaites sobre matérias sobre as quais não têm competência.
ResponderEliminarOs governos quando interferem na escola é para fazer política e para nomear diretores através da cor política. Na escola todos já são representados nas reuniões e em outras situações, não percebo agora a interferência nos conselhos pedagógicos que se fala quase só em pedagogia e que eu saiba são os professores que têm esta especialidade e experiência. Em Portugal parece tudo especialista em educação, todos querem interferir. No futebol t.b. acontece o mesmo, nos programas desportivos por exemplo falam autarcas, advogados, engenheiros, políticos,... e pouco se vê o especialista,... o treinador e jogadores a falar nestes programas.Em Portuga lparece que vale tudo é a lei da selva...
ResponderEliminarE mais... Representantes? Perguntem aos pais de uma escola quem é que os representa e o que é um conselho pedagógico ou um conselho geral para verem como esses ditos representantes não representam nada ou representam interesses que que são de outra esfera...
ResponderEliminarO que percebem os pais de pedagogia para tomar decisões ao mais alto nível numa escola? Eu também não vou opinar para o conselho de administração de nenhuma empresa como é que esta deva ser gerida! Muito gostam os portugueses de serem treinadores de bancada mesmo sem perceberem nada do assunto! Deixem os professores ensinar e os pais tratem mas é de educar os seus filhos em vez de simplesmente os depositarem nas escolas! Como se costuma dizer... cada macaco no seu galho!
ResponderEliminarE para que serve o CP neste modelo de gestão? Por não servir para nada nem decidir nada é que fica só para os professores. E no CG, ninguém mexe? Ah, pois é!
ResponderEliminarO Conselho Pedagógico não pode ser mais um espaço de centralismo de poder. Os alunos têm o direito de estar representados nos orgãos que direcionam a sua vida escolar. Sou representante dos alunos neste orgão e sempre fiz o meu melhor para defender os interesses dos meus colegas, defendendo os testes intermédios, defendendo medidas mais eficazes na punição e gestão de comportamentos violentos, indisciplina, e até fazendo perguntas incómodas sobre o funcionamento dos orgãos administrativos e gestão de assistentes operacionais que muitas vezes estão a fumar em vez de estar ao serviço (Direção inclusivé). Fiz tudo o que as Associações de Estudantes, na sua maioria, não fazem, preferindo o forrobodó desenfreado na organização de "festas" em vez de representar o futuro(bom ou mau) do país.
ResponderEliminarObrigado pelo contributo.
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