sábado, 28 de abril de 2012

e há mais

 


 


 


É muito interessante a entrevista a Maria Filomena Mónica que o Ionline publica hoje. Merece uma leitura integral e não é fácil fazer um destaque.


 


Noutro dia escrevi que cada vez mais se afirma a ideia dos que dizem que temos sido governados por delinquentes políticos. Não gosto de falar do carácter das pessoas, muito menos das que não conheço. Mas também sei que só os medíocres armados em "grandes" é que não dizem mal de quem quer que seja e que quem ocupa um lugar público tem de ter um escrutínio mínimo.


 


José Sócrates (JS) está no patamar mais nefasto que consigo estabelecer. Se o actual PS não afirmar essa evidência, não terá "salvação". Mas não é suficiente apontar o inenarrável JS para percebermos o estado de bancarrota a que chegámos.


 


Há quem tenha coabitado com tudo isso, embora queira manter uma imagem popular menos delinquente e mais anti-político. Está há mais de 20 anos nos mais altos cargos do Estado, trocou a agricultura, as pescas e a "industria" pelos serviços, pelo turismo e pelo betão desenfreado (e nem estou sequer a hierarquizar as actividades citadas, com excepção do betão que alimentou as PPP´s e os sequazes da figura), tem estado rodeado de delinquentes que estão (ou estiveram) presos, foragidos ou também exilados e estimulou um conjunto de políticas que arrasaram o ensino público não superior nos últimos cinco anos.


 


E se formos esmiuçando, mesmo em termos locais, a lista será quase interminável.


 


Filomena Mónica: "Sócrates foi um delinquente político"


 


"Como avalia o desempenho da oposição?


A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de “sciences po”, depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados. O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir. Depois de tantos processos em que mentiu, aldrabou, não depôs, ninguém percebeu o que se passou com o Freeport, os portugueses perguntam-se onde foi ele buscar dinheiro para estar em Paris. Quem é que lhe paga as despesas e o curso? A esquerda socialista tem ali este belo exemplar a viver no 16ème, e um sucessor que não inspira ninguém. O PCP vive num mundo antes da queda do Muro de Berlim, e o Bloco de Esquerda habita em Marte."

6 comentários:

  1. Maria Filomena Monica é livre, não tem rabos de palha, nem amarras partidárias, por isso pode dar-se ao luxo de proferir todas estas afirmações.

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  2. Há muito lugarejo, incluindo algumas escolinhas cheias de
    Sócrates, Alberto João, Valentim Loureiro e até Pinto da Costa (acompanhado do farrusco e do tareco).
    Oh Conselhos Gerais, vejam o que está acontecendo na Madeira e vejam o que podem descobrir se souberem agir, se pedirem por contas e não se limitarem a ouvir - investiguem, investiguem, vão mais fundo.

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  3. Não me parece que seja este o tipo de análises e de argumentos que nos faltam. Pelo contrário, opiniões inflamadas que a nada conduzem não há quem as não repita incessantemente.
    Enquanto nos limitarmos a fulanizar os problemas não promoveremos o urgente debate do que somos e do que queremos ser. Já que é intelectualmente tão dotada, esperaríamos mais das análises da Dra. Filomena Mónica.

    - Isabel X -

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  4. É Isabel X. Mas isto está a complicar-se. Ainda hoje o DN, espero fazer um post sobre o assunto, explica como se evaporaram 8 mil milhões do BPN (gente ligada ao PSD e que o PS nacionalizou numa lógica de centrão demasiado perigosa e enigmática) e que dava para pagar subsídios e cortes nas pensões até 2015. É uma corrupção descarada e compreendo os que se indignam com o cruzar de braços. Toda esta anestesia lá terá uma qualquer explicação histórica, embora, e não esqueçamos, já tenhamos assassinado um Rei.

    A entrevista tem detalhes sórdidos, é certo. Mas é corajosa e o país precisa de quem parta alguma louça.

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  5. Mais parece o retrato de um país que bateu no fundo. E se a queda ainda não terminou?

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