domingo, 29 de abril de 2012

pensar, escrever, corrigir e publicar e outras raridades

 


 


 


 


Numa rua de Ponte de Lima.


 


 


Sou um leitor intermitente das crónicas dominicais, no Público, de Frei Bento Domingues, mas espreito sempre o título e as lides (o aportuguesado de lead).


 


Uma das últimas crónicas era muito pertinente. Escreveu o autor, mais ou menos, claro, que nos tempos que correm as pessoas inverteram a sequência que escolhi para o título, excluindo o "e outras raridades". Dá ideia que primeiro publicam e que depois fazem o resto. Com os bloggers é quase impossível não acontecer o mesmo, uma vez que o ritmo de publicação tem picos quase alucinantes.


 


Ainda noutro dia falava sobre isso com um editor a propósito da possível edição deste blogue em livro, mesmo que com a selecção, naturalmente, de alguns posts. Para além de me gabar muitíssimo mais com os livros que li do que com estas frases que vou debitando neste e noutros registos, há que reconhecer as características da escrita blogosférica.


 


Vem isto a propósito das gralhas e dos erros, da economia de caracteres que persegue os bloggers e da velocidade de publicação.


 


Há dias, quase no fim deste post, escrevia que "Há a possibilidade de comprar pão quente na padaria em frente, que pertence...". Parei aqui. Não sabia de quem é a padaria. Mudei a frase. Por economia (comprova-se que a dita dá origem a falhanços sucessivos), passei o cursor e cortei quase tudo. Tentei ser rápido. Ficou assim (pinto a cinza o que foi cortado): "Há a possibilidade de comprar pão quente na padaria em frente, que pertence..." A nova versão começou por e continuou com este resultado: "Há saída pode trazer pão quente" em vez de "À saída pode trazer pão quente". Asseguro que reli o post, mas desprezei esta frase porque era, confesso, a que me interessava menos.


 


Só não ficou assim "eternamente", porque, e como é habitual, um dos leitores deu pela coisa e escreveu-me ontem para o email. Tenho essa sorte. Há leitores que se dão a esse trabalho, coisa que não só aprecio muito como lhes agradeço. Fazem-no sempre para o email para serem ainda mais simpáticos. É um espírito colaborativo que me parece rarear e gostaria de estar enganado.


 

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