quinta-feira, 26 de abril de 2012

impensável há poucos anos

 


 


 


Dando corpo aos sinais dos tempos, o movimento Es. Col. celebrou o 25 de Abril.


 


Activistas do movimento Es. Col. reocupam escola da Fontinha


 


 


"Já na quinta-feira passada, quando este colectivo foi despejado da antiga escola por ordem da Câmara do Porto, elementos do Es.Col.A garantiram que voltariam a entrar no estabelecimento de ensino. 

Entrar na escola custou apenas um simples abrir de cadeados, que foram substituídos de véspera. Primeiro, os manifestantes escalaram até ao primeiro andar e entraram por janelas que tinham débeis gradeamentos interiores. Depois, com travessas de andaimes, pés-de-cabra e outras ferramentas, arrancaram as placas metálicas que os funcionários da Câmara do Porto soldaram e aparafusaram às janelas na última quinta-feira. 

A multidão espalhou-se pelo interior da escola, pátio e rua de acesso ao estabelecimento. As pessoas abraçavam-se, dançavam e cantavam “a escola é nossa”, como se estivessem num concerto de música festiva. 

Antes disso, os manifestantes haviam estado no exterior da Câmara do Porto, animando, com performances e música, milhares de pessoas reunidas nos Aliados para celebrar a Revolução dos Cravos, mas sem incidentes.

Agora, o colectivo Es.Col.A promete retomar as actividades culturais e sociais que desenvolvia antes do despejo. Este grupo ocupou pela primeira vez a Escola da Fontinha em Abril de 2011, tendo-se registado desde aí um braço-de-ferro com a Câmara do Porto, que incluiu um primeiro despejo em Maio do ano passado."

5 comentários:

  1. O pessoal aqui no Norte é do carago!

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  2. Não se tratasse de "activistas", não estivéssemos perante "movimento", não se realizassem "performances" (termos nada inocentes), e como tudo seria mediaticamente tão simples: uma ocupação abusiva e inconveniente levada a cabo por um grupo de indivíduos contumazes.

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  3. Talvez. Percebo a pertinência e a profundidade do comentário. Chega a ser contraditório e parece não tomar posição. Às tantas, parece; apenas isso. Contudo, e perante a actualidade e o que existe, o que se pode fazer sem ser apenas um cruzar de braços Lúcio?

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  4. Se eu o soubesse, estaria a ensinar ética em Lovaina ou a conduzir homens à bem-aventurança. De uma coisa, porém, estou ciente: qualquer hoste, carregue ela contra o inimigo mais improvável, tem o combate ganho na comunicação social e o melhor patrocínio dos comentadores encartados se o fizer sob a bandeira do "activismo", da "alternativa", do "movimento".

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  5. É, é muito assim. Também me parece. Embora, e lembro-me das recentes lutas dos professores portugueses, em que os tais comentadores encartados usavam as mesmas classificações para desvalorizar os motivos dos professores. Quando acordaram, o mal já estava feito.

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