""Rodrigo de Sousa e Castro: “No 25 de Novembro, não estivemos à beira da guerra civil”
Para Rodrigo de Sousa e Castro, o 25 de Novembro foi “um ajuste de contas entre militares”. Fundador do Grupo dos Nove, que liderou o golpe, critica Melo e Montenegro por irem “na onda” de Ventura."
Os meus textos e os meus vídeos
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Da História
quinta-feira, 25 de abril de 2024
50 anos depois da Histórica Revolução - o 25 de Abril é único
Imagem, recebida por email sem referência ao autor, da manifestação em Lisboa.
Comemoração dos 50 anos do 25 de Abril.
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20 anos do Correntes nos 50 anos do 25 de Abril
O blogue faz hoje 20 anos e gosto muito que coincida com os 50 anos do 25 de Abril. São 20 anos de pensamento livre, com o mote do primeiro dia de há 50 anos: a liberdade em respeito pela liberdade do outro.
- De que é que te orgulhas, quase 50 anos depois da Revolução dos Cravos e de tantos avanços nos mais diversos domínios? Perguntava-me, no ano passado e num ambiente obviamente concordante e fraterno, um amigo e colega de turma no inesquecível 25 de Abril de 1974.
E repito, acrescentando sentimentos que não imaginaria ou que se reforçaram. O meu orgulho cimeiro é a relação com a minha mulher e com a minha filha (estão nas imagens; na de 2004 está também a minha saudosa mãe). Não imaginaria que ser mulher voltasse a ser uma condição discutida.
E também me orgulho da relação com familiares, amigos (alguns de longa data de Moçambique e do desporto), colegas, outros profissionais da educação, alunos, encarregados de educação e tantos cidadãos dos sítios onde vivi. Como sou imigrante e refugiado político - factos que é oportuno sublinhar, realçando a capacidade inclusiva da democracia portuguesa -, orgulho-me disso e do modo como exerço funções públicas.
É óbvio que há coisas que me entristecem e que não imaginaria: a regressão da escola pública, principalmente a desistência por uma escola pública com os mais avançados padrões de gestão das organizações e com um ambiente inclusivo e de bem-estar para todos: alunos e profissionais. É, comprovadamente, um progresso perfeitamente possível, e só possível, em democracia.
Muito obrigado por passar por aqui. O blogue, esta segunda pele, deu-me relações inesquecíveis de amizade e profissionais. Orgulho-me disso e de tudo o que originou.
25 de Abril sempre! Eterna gratidão aos corajosos revolucionários!
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quarta-feira, 24 de abril de 2024
terça-feira, 30 de janeiro de 2024
Pessoas não são alfinetes
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A propósito da seguinte passagem no meu último texto no Público, - "eliminação da valoração de escolas e professores baseada no absurdo dos resultados dos grupos de alunos deverem melhorar todos os anos" -, um comentador interessado discordou e pediu-me uma explicação.
Disse-lhe mais ou menos isto: imagine um professor que tem uma turma de 9º ano. Por que razão é que essa turma tem que ter uma média de resultados superior a outra do mesmo ano que leccionou no ano anterior e assim sucessivamente? Pense um bocado. E isso aplica-se à valoração de escolas e por aí fora. Imagino que deve ser difícil perceber, com um raciocínio simples, os equívocos dos fundamentos de toda uma tragédia.
Acrescentei: as turmas são todas diferentes, até do mesmo ano de escolaridade; e há tantas variáveis a influenciar climas, aprendizagens e resultados, que é por isso que é tão difícil e complexo avaliar o desempenho dos professores. O que existe em Portugal é uma aberração só possível na caricatura de uma social-democracia. A média das classificações que um professor atribui a uma turma, ou a várias do mesmo ano de escolaridade, não tem que subir todos os anos. Até pode descer. A lógica da avaliação na economia e na gestão empresarial (subidas do crescimento económico e dos lucros) foi aplicada tragicamente à educação. Até o pai do liberalismo, Adam Smith (2010:80), em Riqueza das Nações, F. C. Gulbenkian, alertou "que pessoas não são alfinetes".
E lembrei-me de Jorge de Sena e da frase que colei na imagem.
sábado, 7 de outubro de 2023
25 de Novembro e rigor histórico
"25 de Novembro e rigor histórico"
"Comemorar o 25 de Novembro? Porque não, desde que o que se comemore seja o que aconteceu e não a interpretação da direita radical do que aconteceu.
Primeira coisa: o 25 de Novembro não tem qualquer comparação com o 25 de Abril, misturá-los diminui o significado do primeiro. O 25 de Abril foi uma data fundadora que acabou com 48 anos de ditadura, e com três guerras coloniais, em Angola, Moçambique e Guiné. Foi um acontecimento de dimensão mundial. O 25 de Novembro foi uma data correctora, comparável à derrota do golpe de 11 de Março, que teve o mesmo papel. Ambas se fizeram num clima de excesso e esse excesso era perigoso para a democracia e atrasaram a consolidação de uma democracia parlamentar, mas o que é que se podia esperar de uma viragem histórica tão radical como foi a derrota da ditadura? Que seria calma e pacífica?(...)"
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
segunda-feira, 25 de abril de 2022
O Correntes Faz Hoje 18 Anos
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domingo, 25 de julho de 2021
sábado, 29 de maio de 2021
Um Retrato do 25 de Abril
"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui investigar com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que a investigadora da área de medicina descreveu a mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o mais conceituado centro de investigação, na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta).
É um retrato significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Mais de quarenta e cinco anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.
1ª edição em 25.04.2016
domingo, 25 de abril de 2021
O Correntes Faz Hoje 17 Anos
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O que seria da humanidade sem as utopias, as generosidades, os desapegos ao poder e as tolerâncias que estabelecem limites éticos e democráticos. Gosto muito do 25 de Abril porque lhe reconheço esses ideais que incluíram acções elevadas nos momentos difíceis e decisivos.
Alguns países prosperaram, e reduziram as desigualdades, depois de revoluções históricas, mas precisaram de tempo e de determinação. E o 25 de Abril - a Revolução dos Cravos - integrará a história universal como o dia "inicial, inteiro e limpo". Teve um mérito inquestionável no desenvolvimento do país, apesar de ainda registarmos uma pobreza chocante de cerca de vinte por cento da população. Para além disso, a analítica da actualidade tem leituras muito divergentes quando à consolidação da jovem democracia. Cinco décadas são um piscar de olhos no tempo histórico.
O meu blogue "Correntes (da pedagogia e em busca do pensamento livre)" faz hoje 17 anos. Foi em Abril de 2004, e esperei pelo dia 25 para o primeiro texto, que dei corpo à liberdade de opinião. E é neste dia que se renovam os apelos à participação cívica e à expressão livre como ideais de Abril.
Dezassete anos depois, mantenho a edição diária. Vario o modo de partilha e divulgação, e oxigenação, do blogue. Uso as redes sociais ou opto por órgãos de comunicação social. Escrevo com muito gosto neste registo e agradeço a vossa atenção.
segunda-feira, 19 de abril de 2021
"Iniciámos um círculo virtuoso ou não saímos do vicioso?"
"Iniciámos um círculo virtuoso ou não saímos do vicioso?"
Pelo Público em 19 de Abril de 2021; como acordado, publiquei-o no blogue e acrescentei-o aqui.
Título: Iniciámos um círculo virtuoso ou não saímos do vicioso?
Lide (lead): A persistente erupção de intermináveis casos, e de megaprocessos judiciais, faz temer a prevalência de práticas oligárquicas que tornam inconsistente a redução das desigualdades e a consolidação democrática.
Texto:
Quando se aproxima mais uma comemoração do 25 de Abril - a Revolução dos Cravos (1974) -, repete-se com apreensão a interrogação que mais interessa: iniciámos um círculo virtuoso ou não saímos do vicioso?
A história relata-nos que as nações que desenvolveram políticas e organizações inclusivas entraram em círculos virtuosos. Em regra, tudo começou com uma revolução. Foi assim com a Gloriosa de Inglaterra (1688) e com a Francesa (1789). A história reserva-lhes uma influência democrática marcante. Criaram-se instituições inclusivas, mas foi necessário tempo, e muita determinação, para que a "lei de ferro das oligarquias" não se impusesse aos novos poderes e perpetuasse círculos viciosos.
E o 25 de Abril também constará da história universal das revoluções, embora ainda não se identifique com clareza se os ideais democráticos soçobraram. Só o distanciamento histórico clarificará a consistência da transformação das políticas e organizações extractivas em inclusivas. Mas se as oligarquias se impuseram na escravatura, no ouro, nas especiarias e no colonialismo, também a recente crise do sistema bancário associada a organizações marginais, e numa época de abundantes fundos europeus, acentua uma tendência que preocupa até os mais optimistas. A persistente erupção de intermináveis casos, e de megaprocessos judiciais, faz temer a prevalência de práticas oligárquicas que tornam inconsistente a redução das desigualdades e a consolidação democrática. Aliás, os sistemas de justiça e de educação desempenham papéis fulcrais nestes domínios e têm sido alvo de desinvestimentos ou de políticas extractivas.
E se a escola é um espelho da sociedade, há motivos inquestionáveis para apreensão. Apesar da escolarização da sociedade ter aumentado em consequência da conferível melhoria do nível de vida que exige ciclos afirmativos de duas décadas, o que levamos de milénio tem indicadores não inclusivos: uma rede escolar segregacionista (e encerramento de 9000 escolas - sobraram cerca de 5000 - em grande parte no interior do país ou fora dos grandes centros) e a falta estrutural grave de professores. Aliás, o actual primeiro-ministro confessou, em 2015 à SICN, que, num Conselho de Ministros de 2006, foi declarada uma "guerra aos professores da escola pública" através de um tríptico de instrumentos: degradação da carreira, avaliação kafkiana e modelo autocrático de gestão das escolas. Como se comprova, havia áreas despesistas, corruptas e de branqueamento de capitais onde desenvolver os instintos ferozes e belicistas. Mas esse Governo impôs a delapidação à escola pública com o apoio de todas as forças partidárias do denominado arco governativo. Para além disso, e para fundamentar os receios de não termos entrado num círculo virtuoso, o Governo de Passos Coelho agravou o tríptico e os de António Costa mantiveram-no com o respectivo suporte parlamentar.
Mas o que mais se salienta na ideia de insustentabilidade virtuosa é a reconhecida depauperação financeira. Enquanto se delapidavam pilares da democracia, os predadores executavam uma autêntica fita de gangsters que foi das operações furacão, monte branco e marquês até ao "infindável" desfile bancário e passando pelas mais diversas figuras com cargos governativos ou associados que se percebeu integradas neste ambiente extractivo. E nem é atributo essencial para o juízo da evolução democrática que a justiça, e o seu código penal, nos surpreenda com tanta prescrição ou ineficácia. Sabemos das dificuldades em investigar a corrupção e da evolução do direito. Mas também intuímos que não se inicia um círculo virtuoso sem uma justiça eficaz, válida e operante. Mas sejamos objectivos: o que se evidencia do rol de processos é suficiente para se temer pela prevalência da "lei de ferro das oligarquias".
sábado, 25 de abril de 2020
O Correntes Faz Hoje 16 Anos
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Gosto muito do 25 de Abril e revejo-me nos ideais desse dia único na história da Europa. Foi um lema para a vida. O 25 de Abril devia constar na história universal da humanidade como uma lição que elevou a liberdade ao valor fundador que incluiu o respeito pela liberdade dos outros e pelo direito à discordância. Comemorar o 25 de Abril é homenagear uma revolução que trocou o sangue por cravos.
O meu blogue "Correntes (da pedagogia e em busca do pensamento livre)" faz hoje 16 anos com publicações diárias. Começou em Abril de 2004, mas esperei pelo dia 25 para inaugurar um espaço onde a liberdade de expressão é a exigência editorial.
Nestas alturas, inscreve-se sempre a participação cívica. Mas temos o dever de sublinhar que ainda é difícil o exercício de cidadão livre e com opinião e que o genuíno Abril, quiçá uma muito saudável utopia, continua por cumprir.
Dezasseis anos depois, mantenho o prazer de escrever neste registo e agradeço a vossa atenção.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
O Correntes faz hoje 15 anos

O "Correntes (em busca do pensamento livre)" faz hoje 15 anos e mantém um registo diário de publicações. Ter um blogue transformou-se numa segunda pele. 25 de Abril foi uma escolha significativa para o começo, com a liberdade de expressão como constante editorial. Nestas alturas, apela-se à participação cívica dos mais jovens com críticas às diversas formas de nepotismo. Mas é importante sublinhar que ainda é incómoda a condição de cidadão livre e com opinião e que é imperativo reerguer o espírito de Abril. É evidente que é incómoda, mas não seria a mesma coisa. Quinze anos depois, continuo a gostar de escrever neste registo e agradeço a vossa atenção.
Nota: por contenção de procedimentos, eliminei a presença no twitter e no instagram e reduzi as partilhas de posts no facebook. Há muito que eliminei o messenger dos dispositivos móveis para as mensagens privadas no facebook e é por isso que respondo muito menos.
terça-feira, 24 de abril de 2018
Um retrato do 25 de Abril
"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui investigar com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que a investigadora da área de medicina descreveu a mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o mais conceituado centro de investigação, na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta).
É um retrato significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta e quatro anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda aguenta com a presença, por vezes devastadora, dos que sabem tudo; os donos disto tudo e afins.

sexta-feira, 12 de maio de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
O Correntes faz 13 anos hoje
Abril foi por acaso, mas fiz uma espera para que 25 fosse o primeiro dia. Gosto de ter um blogue - esses clássicos da publicação digital - e que o "Correntes (em busca do pensamento livre)" faça anos hoje. Mantenho o ritmo diário de publicação. Este é o post 9494 e partilhei alguns textos no twitter ou no facebook. 13 anos depois, agradeço mesmo pela atenção.

segunda-feira, 24 de abril de 2017
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O discurso, em Davos, de Mark Carney, PM do Canadá, é corajoso. O texto - a prosa é mesmo sua e publico a tradução como recebi por email de...
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O cartoon "One year of Trump" é de Gatis Sluka. Encontrei-o na internet sem restriçoes de publicação. Sabemos que o centro de gr...
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O Correntes mudou de casa. A nova morada é em https://correntesprudencio.blogspot.com/ A mudança da SAPO para o Blogspot deve-se ao encerr...
