quarta-feira, 9 de maio de 2012

até acredito na convicção

 


"Eu não minto, não engano, nem ludribio os portugueses"


 


 


Não sou dado a teorias da conspiração e até acredito que o ministro das finanças diz com convicção o que pode ler na notícia que linkei. Não me perece que, quando afirma que não mente, esteja a lançar uma indirecta ao primeiro-ministro que mentiu, sem qualquer atenuante, na campanha eleitoral sobre os subsídios dos funcionários públicos e noutras coisas do género.


 


Volta e meia fala-se no regresso do político ao decisório da nossa democracia. Concordo. Nesta altura é o que está em causa e nem sequer se coloca a questão de mentir mais ou menos. Se até os reputados economistas confessam o falhanço das ciências económicas, discutir os efeitos das políticas de austeridade é uma questão ideológica e, portanto, uma questão política e ponto final. E acreditar mais em António Borges do que em Joseph Stiglitz já não é apenas um questão de fé, mas também de tábua rasa nas provas dadas e noutras coisas mais.


 


Em Portugal existe outra variável, quiçá a mais importante. Alguém autorizado afirmou que se tivéssemos o mesmo índice de corrupção que a Dinamarca (o pessoal adora o benchmarking) vivíamos tão bem ou melhor do que eles. Também concordo e nem me interessa como vivem na Dinamarca. O que sei é que no meu país se vão sucedendo os governos eleitos em democracia e que a corrupção não pára de aumentar e de nos espremer.

4 comentários:

  1. Acho que vou baptizá-lo de Ministro SONASOL VERDE, pois ele é como o algodão: "não engana".

    (o meu comentário não chega a ser tão inusitado como as deixas dos nossos políticos, pois não? Uf...)

    ResponderEliminar
  2. Alguém que tem a necessidade de vir a público afirmar que não mente, é porque precisa de convencer-se a si próprio daquilo que diz ou afirma. Não se incomode com explicações vãs, porque nós já conhecemos as "verdades" da classe política, ou seja, o que hoje é verdade...amanhã já não é...e vice-versa. Informa-se ainda, que o dia 1 de Abril...já passou.

    ResponderEliminar