sábado, 26 de maio de 2012

e o contraditório no sistema escolar?

 


 


 


Tirando a blogosfera e os documentos produzidos nas escolas, pode ler aqui uma voz que diz um qualquer presente.

11 comentários:

  1. Verdade. Há silêncios comprometedores. Onde estão os movimentos e os umbiguistas?

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  2. Tenho estado a analisar as matrizes do ensino básico e secundário divulgadas pelo MEC, cada vez com mais perplexidade.

    A não ser montar um circo nas escolas, sob o lema da autonomia, apenas para esvaziar horários docentes e reduzir despesa com salários, não vejo nenhum alcance.

    Num mesmo ciclo de estudos há cargas lectivas globais que apontam para múltiplos de 50 minutos, outras para múltiplos de 45 minutos. (exemplo: 3º ciclo - Português/ Matemática = 200 minutos; Línguas estrangeiras/ Ciências = 270 minutos).

    Não imagino como, numa escola básica, possa haver tempos de 50 minutos e de 45 minutos, simultanemente, ou, pior, tempos de 20 ou 35 minutos para acertos de cargas globais, ausência total de toques de entrada e deambulação descompassada de alunos pelos corredores, em períodos lectivos, consoante os respectivos horários.

    Por mais regulamentação específica que aí venha, os dados actualmente disponíveis apresentam constrangimentos inultrapassáveis, sobejamente dissecados na blogosfera, mas, de facto, ainda ignorados por quem tem voz, por quem de direito: Conselho de Escolas, Conselho Nacional de Educação, Confederações de Pais, inúmeros Sindicatos, Associações de Professores, enfim, todos esses "opinion makers" que costumam (e devem) pronunciar-se sobre as questões que afectam o Ensino, com muito mais rapidez e acutilância do que agora se percepciona (não se percepciona).

    Contudo, desta vez, parece-me que a palavra-chave cabe aos Directores das escolas, já que lhes compete a eles superintender todas as decisões, organizar a logística das escolas e harmonizar todo o seu funcionamento.

    Ninguém melhor do que os Directores das escolas saberá como esta matriz curricular se torna inexequível com o mínimo de seriedade, qualidade pedagógico-didáctica, ambiente próprio de uma escola e que propicie um verdadeiro clima de ensino-aprendizagem, mesmo à margem das questões laborais dos seus docentes.

    Não é necessário analisar as repercussões sobre a vida laboral dos docentes para concluir que a aplicação destas matrizes resultará num caos para as escolas, que até já estava anunciado com a formação das (mega) agregações. As escolas não precisavam de mais conturbação para terem tempos muito difíceis pela frente.

    Aguardo, com muita expectativa, as reacções dos Directores das escolas já na próxima 2ª feira. Só eles poderão parar este processo incendiário para as escolas públicas. E 3ª feira já será tarde!
    Ninguém terá esquecido a celeridade com que os Directores tomaram posições, ameaçadoras até, quando se tratou de defender a avaliação do seu próprio desempenho. É a voz desses Directores que tarda em chegar!
    Muitos anseiam pelo dia 30 de Maio para saberem quem será nomeado Presidente das futuras Comissões Administrativas Provisórias das novas agregações de escolas, formadas na 1ª fase e já conhecidas. Mas as escolas, os professores e a comunidade educativa consciente e preocupada anseia por que os seus Directores tomem posições firmes quanto antes. Essas posições, a ocorrerem só depois de dia 30, darão lugar a uma interpretação demasiado óbvia e muito pouco dignificante para a classe.

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  3. Correcção:

    "Mas as escolas, os professores e a comunidade educativa consciente e preocupada ANSEIAM..."

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  4. No sofá a combater arduamente!

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  5. Obrigado Ana. Excelente contributo. Tem questões que exijem uma reflexão posterior.

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  6. Haverá uma natural saturação e cansaço. Foram anos a fio em manifestações, reuniões, redes sociais e por aí fora. Fez mossa. Sei bem disso.

    Mas estava mas a referir-me aos poderes formais. Mas logo espero desenvolver a ideia.

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  7. É claro que umbiguistas é outro universo e que não domino mesmo.

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  8. Os outros são finos e "clubistas" de direita.

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  9. Não sei. Mas achas que isso tem alguma relevância? Francamente.

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  10. E hás os sindicalistas "entre a espada e a parede", avaliadores "para bem dos colegas".

    Mas ainda bem que sindicatos e um blogue ficam no mesmo plano...

    Um certo equilíbrio, claro.

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  11. Neste momento é desequilibrado, Paulo. Só existem blogues :)

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