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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

"Tudo deve mudar para que tudo fique como está"


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Nestes momentos de negociação entre governos e sindicatos, há um histórico que me recorda sempre o escritor italiano Giuseppe Lampedusa: "tudo deve mudar para que tudo fique como está". É exactamente o que não pode acontecer.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

A gestão das escolas entre o passado e o futuro - por Paulo Prudêncio

Há algum tempo que movimentos e sindicatos de professores me solicitaram um pequeno vídeo sobre a gestão das escolas. Prometi-o para esta semana. Há petições em curso e haverá, naturalmente, outras e tempo e espaço para discussões informadas. Designei-o por "A gestão das escolas entre o passado e o futuro". É um contributo para o debate neste momento em que, finalmente, se alterará o que existe.


terça-feira, 7 de maio de 2024

Crise do Sindicalismo (2)

É uma impossibilidade a discussão à volta da existência de cidadãos imaculados e não existem organizações imunes aos "pecados" da natureza humana; por isso, é dada primazia à democracia e ao estado de direito. Também pouco adiantam as teorias da conspiração, apesar da sua relevância especulativa. A imaginação é um exercício fundamental. Para além disso, lembro-me sempre de Karl Popper quando leio os que se esquecem que a irrefutabilidade só nos aproxima do totalitarismo.


A linguagem bem-pensante e sedutora fez do eduquês uma via para o totalitarismo e algo parecido levou o sindicalês para o mesmo sítio. Os sindicatos foram seduzidos para uma espécie de participação governativa para adquirirem responsabilidade. Deixaram para lugar secundário a força da razão e passaram a nortear a presença na mesa de negociação pelo imediato, pelos corredores do poder, pela promiscuidade partidária e pela dança das cadeiras.


Esta constatação nem se fundamenta apenas no que se assistiu nos últimos anos na Educação. Cada um faz da vida o que quer, mas tem de ter bem presente que as agendas sindicais não podem ser plasmadas das governativas, que a força da razão não se impõe de imediato e que é com o exemplo que se constrói a democracia.


(1ª edição em 8 de Abril de 2011)

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Até nos sindicatos os professores pagam para correr; mas com saldos, como na lógica de mercado

O mercado plenipotenciário venceu em toda a linha. Repare-se que até numa federação de sindicatos os professores têm que pagar para correr; e com saldos, para que nada falte.


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sexta-feira, 19 de maio de 2023

Ilegais os serviços mínimos na greve do STOP


"Colegas, finalmente recebemos HOJE a decisão que o Tribunal da Relação de Lisboa considerou ILEGAIS os serviços mínimos contra a greve do S.TO.P. pelo menos nos dias 8, 9, 10, 13, 14 e 15 de fevereiro de 2023 (ainda falta a decisão sobre mais dias).


Isto representa uma derrota para este ME mas também contra todos que andaram a afirmar que o S.TO.P. nunca tinha colocado nenhuma ação em tribunal contra os serviços mínimos… Como na greve às avaliações em 2018, cada vez está claro quem fala verdade (e mentira) a quem trabalha nas Escolas."


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Zero

A 4ª reivindicação quer dizer exactamente o quê? As alterações climáticas, por exemplo, também se incluem nessa reivindicação? Não, assim é muito difícil.


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sexta-feira, 17 de março de 2023

Dos Serviços Mínimos "self-sevice"

Tanta preocupação com a possibilidade de greves "self-service" e não há uma linha sobre serviços mínimos "self-service". 

quinta-feira, 16 de março de 2023

Vitória nos serviços mínimos?! (post de 26.06.2018)

Vitória nos serviços mínimos?!



Escrevi assim em 26 de Junho de 2018:



A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Da união dos professores na diversidade de opiniões

Em 2008, vi, ninguém me contou, dirigentes sindicais a entregarem panfletos acompanhados da mensagem bem audível: "é contra os blogues e os movimentos". 15 anos decorridos, é fácil olhar para onde andam as pessoas e para os resultados dos actos. Esperava-se que em 2023, e tal a gravidade da saúde da escola pública, que o sectarismo não toldasse mentes e raciocínios e em todas as organizações. Contudo, o que mais importa está salvaguardado: a informação dos professores.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Aconselha-se os sindicatos a fazerem formação avançada em Kiev

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Começou com o ministro da Educação (ME) a tentar repetir o desastroso “encarregados de educação contra professores”. Seguiu-se o PM e as notícias falsas no WhatsApp. Voltou o ME com o anúncio de 3 medidas que já existiam (como se fossem novas) antes de fazer o que prometeu: apresentar 1º aos sindicatos. Agora, arrasta-se a negociação faz de conta. Recebe-se a 9 um parecer da PGR sobre a greve e só se divulga a 14 antes de se reunir com os sindicatos e com uma nota informativa que distorce a legalidade. É grave. O gabinete de spin do Governo andou a fazer formação avançada no Kremlin e aconselha-se os sindicatos a fazerem formação avançada em Kiev.


Notas: "Spin doctor (spin do inglês - girar ou torcer -, e doctor - alterar algo para obter o resultado desejado) refere-se a um profissional especialista em controlar a apresentação dos factos, eventualmente torcendo-os, a fim de favorecer determinada interpretação ou opinião"


O ME passa a vida com o princípio da proporcionalidade. Vejamos: "este princípio inscreve a garantia da defesa dos direitos individuais contra a arbitrariedade e os excessos ilegítimos de quem detém uma posição de poder, de superioridade ou de decisão sobre aspectos fundamentais da vida de outrem. Efeitos da greve: considera-se uma medida proporcional em sentido estrito se a satisfação dos interesses obtida for proporcional ao sacrifício infligido."


A greve do STOP é legal. O aviso prévio garante a possibilidade de se fazer greve num dia, e não em todos, e inscreve a optção por tempos (os primeiros dois, por exemplo) sem se perder o salário remanescente relativo a esse dia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Parecer da PGR

É suficiente ler a página 81 do parecer. A conclusão 22 é taxativa: "No entanto, atentos os factos indicados na informação fornecida este Conselho Consultivo não pode concluir, dada essa exiguidade factual, a existência de "greve abusiva" tanto mais que o apuramento e comprovação da matéria de facto e a consequente aplicação do direito constitui um labor que, em concreto, extravasa as suas competências, constituindo, sim, tarefa da função judicial."  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Manual de Tudo Aquilo Que Os Professores Não Gostam, Nem Precisam, Numa Manifestação

Manual de tudo aquilo que os professores não gostam, nem precisam, numa manifestação. A confiança na espontaneidade eleva os movimentos de professores.


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Das Escusas dos Avaliadores

Post publicado em 28 de Novembro de 2012 e repetido em Novembro de 2022.


Em 2022, escrevi assim:



"Dez anos depois, nada mudou. Agravou-se porque as progressões na carreira estão sujeitas a cotas e vagas."



Em 2012, escrevi assim:



"A avaliação de professores entrou no desmiolo conhecido. Já cansa. A única informação relevante é sobre o pedido de escusa por parte dos possíveis avaliadores. Concordo e ponto final.


Só faltava termos os sindicatos a pugnarem pela consideração das aulas observadas no desmiolo anterior e na enésima simplificação do inclassificável. É a tradicional resposta no universo-alpaca: contra minutas luta-se com minutas."


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Impressiona a Inércia Negocial

Com greves e manifestações em catadupa na Educação, impressiona a inércia da mesa negocial. Ora leia:



"Dando seguimento à negociação sindical em curso sobre o novo Regime de Gestão e Recrutamento de Pessoal Docente, serve o presente para identificar as datas seguintes para conclusão do processo negocial sobre a matéria citada. Assim, as reuniões são agendadas para os dias 15 e 17 de fevereiro, pelas 15 horas e 10 horas, respetivamente, nas instalações do Ministério da Educação sitas na Av. Infante Santo, 2."


quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

"Tudo deve mudar para que tudo fique como está"

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Nestes momentos de negociação entre governos e sindicatos, há um histórico que me recorda sempre o escritor italiano Giuseppe Lampedusa: "tudo deve mudar para que tudo fique como está". É exactamente o que não pode acontecer. É evidente que a presença do recente sindicato STOP dificulta a repetição dos entendimentos fatais (2008) por parte das restantes organizações e que vários sindicatos da plataforma usaram nos anos que se seguiram com efeitos na falta estrutural de professores e na sua precarização. O que o Governo já apresentou antecipando as reuniões com os sindicatos, é obviamente insuficiente e provocado pelo desespero com a falta de professores. Mas há todo um mal-estar gerado pelo ambiente não democrático (injustiça, parcialidade e autocracia) nas escolas que tem que mudar e que não tem incidência financeira; é apenas radicalismo ideológico. Nesta fase, há que aguardar pela primeira ronda de negociações com os sindicatos e manter as formas de contestação.