Há dois blocos que têm estruturado o voto nas democracias e em Portugal também. Ao longo do tempo, os interesses mais variados aprisionaram as democracias através da corrupção e a distinção entre os sucessivos governos ficou-se pelas nuances dentro de uma agenda comum. Há mesmo quem diga que só os que "venderam" a alma foram alavancados para lugares cimeiros.
Assistiu-se, nas campanhas eleitorais, ao enunciado de um rol de mentiras em movimento uniformemente acelerado e a crise que estamos a viver parece o culminar de um período.
No meio de tanta e trágica política real, é natural que apareçam forças como o partido pirata na Alemanha, o movimento 5 estrelas na Itália ou até o Syriza na Grécia. O que deve dar que pensar a alguma oposição, é que as forças partidárias que têm controlado as grandes centrais sindicais, e que não têm marcado presença efectiva nos governos, não mereçam a preferência dos eleitores.
Pões a pensar, sem dúvida.
ResponderEliminarAi sim?
ResponderEliminar«... as forças partidárias que têm controlado as grandes centrais sindicais [...] não mereçam a preferência dos eleitores.»
ResponderEliminarCom tantas conquistas sindicais...???
É Ana. Há quem diga que a responsabilidade do estado em que estamos não iliba nenhuma das forças parlamentares, digamos assim. Sinceramente: não me parece justo. Mas deve dar que pensar e poderia enumerar exemplos sem fim que levam ao raciocínio que responsabiliza todos.
ResponderEliminarO estado em que estamos não responsabiliza todas as forças políticas por igual?
ResponderEliminarNão, com certeza. Seria, de facto, injusto afirmá-lo.
Mas não iliba nenhuma, a meu ver.
Globalmente, as forças parlamentares estão minadas de cumplicidades e incompetências. Nem que seja a incompetência de não serem credíveis.
Também me parece.
ResponderEliminarSim.
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