Com o valor da palavra no estado lamentável que sabemos, alguém pode confiar numa declaração de um ministro? Custa escrever isto mas é assim.
É bem possível que não se saiba quantos professores vão ser contratados no próximo ano lectivo, mas o conjunto de despachos do MEC é inequívoco: existirão cortes no número de professores.
Para além disso, adivinha-se uma série de horários zero nos professores do quadro. E a questão que se coloca é óbvia: e no ano lectivo seguinte?
A polémica fica mais acesa por causa das opções do actual MEC nos achamentos da estrutura curricular, nas alterações à componente lectiva dos professores, no número de alunos por turma e nas agregações de escolas.
Lamentavelmente, o que o ministro Crato não quer inspira pouca confiança, sobretudo nas alternativas que ele... não apresenta.
ResponderEliminarPara além do drama dos professores contratados (tremendo!), não sei o que vai suceder a tanto professor do quadro com horário zero, quando as escolas dos respectivos concelhos (ou até limítrofes) se debaterão com o mesmo problema.
A menos que as decisões imaginativas dos directores passem pelos pingos da chuva...
Esta semana, um director (devidamente identificado) assegurou a professores da sua escola que atribuirá 6 tempos lectivos a cada professor de um determinado grupo deficitário de horas, de modo a que todos permaneçam na escola, com o mínimo de tempos lectivos exigidos, e não tenham de concorrer a DACL.
Eu até achava bem, se o que uns e outros venham a fazer não agrave as desigualdades de critério/procedimento já existentes.
Entretanto, a questão da graduação profissional agora, obrigatoriamente, prevista para atribuição de horário e verificação da necessidade de DACL está a preocupar muita gente: a ordenação dos professores será feita tendo em conta o universo de docentes do mesmo grupo de recrutamento da agregação recém constituída, ou apenas de cada escola pertencente à agregação? A dualidade de critérios a adoptar, caso não haja instruções superiores, vai criar mais injustiças. Em meios pequenos e dada a proximidade das escolas, as pessoas conhecem-se e sabem que estão à frente ou atrás umas das outras.
Tanta coisa a ensombrar o próximo ano lectivo!
A mim nunca me inspirou confiança...E conheço-o há mesmo muitos anos...
ResponderEliminarÉ Ana. Tudo isso e muito mais. "O tempo das trevas" do Brecht.
ResponderEliminarNão és o único a sublinhar esse aspecto Donatien.