Saber quantos somos é mais um dos nossos problemas. Dá ideia que ninguém confia nos números do MEC, nem o próprio ministro como se viu nos últimos dias.
Quanto ao número de professores do quadro, a certeza que tenho é que têm saído aos milhares e que não têm sido substituídos. A primeira página do Público de hoje lança uma redução de 23.000 sendo a fonte a Direcção-Geral do Orçamento.
Há tempos não acertávamos com o número de eleitores e dizem-me que há escolas e concelhos que não conseguem saber com rigor o número de alunos. Não admira que tenhamos as contas do país no estado calamitoso que se conhece.
Só não faço parte dos 23 mil porque não posso. Há meia dúzia de anos atrás, seria incapaz de encarar, com seriedade, este cenário para mim própria, por gosto e dedicação à profissão.
ResponderEliminarPorém, actualmente, antes queria a reforma antecipada, mesmo com perda de vencimento, do que a perspectiva de algum síndrome esquisito ou mesmo a invalidez psiquiátrica, na sequência das crescentes insanidades a que vou assistindo nos destinos dados à Educação em Portugal. Não receio ser contagiada por tanta demência que se vai impondo, apenas temo não aguentar a dose de resiliência que é exigida aos sãos, nos bons anos que ainda me faltam, já que a reforma, essa, vai ficando cada vez mais longe.
Compreende-se Ana. Força aí.
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