segunda-feira, 2 de julho de 2012

as metas sem metas

 


 


 


Impressionou-me este comentário da Ana Sousa a propósito das metas curriculares. 


 


 


"Confesso que estas Metas me deixaram perplexa. 



Fiz 120 horas de formação para o Novo Programa de Português do Ensino Básico (NPPEB) – Nível I, em 2009/2010, com uma deslocação quinzenal a 30 kms de distância de casa, sem qualquer redução horária (quer na componente lectiva, quer não lectiva) porque a DGIDC se desorientou e tardou em comunicar com a minha escola, fazendo-o já quando o horário me estava atribuído.


 


Fiz este “voluntariado” para não prejudicar a escola, que ficaria sem esta formação, uma vez que não teve culpa nenhuma no processo. Passei esse ano a orientar a respectiva formação, também quinzenal, na minha escola, para catorze colegas de Português. Em 2010/2011 todos fizemos a formação de Nível II (50 horas). 



Entretanto, este ano todos tivemos 90 minutos na componente não lectiva para aplicar o NPPEB no 5º e 7º ano e preparar os próximos. Os manuais em causa são novos, escolhidos em Junho de 2011 para seis anos. Os novos manuais para os 6º e 8º anos, com o NPPEB, também já foram escolhidos (até 18 de Junho), com a particularidade de nos ter sido imposta a selecção conjunta do manual de 8º ano com a escola a que vamos agregar a partir do próximo ano lectivo, o que foi obra, pois é difícil arranjar consensos a magotes de pessoas, obviamente! Foram manuais adoptados também para seis anos.


 
Qual não foi o meu espanto quando verifiquei que as Metas de Língua Portuguesa estão definidas à revelia de tudo isto! Por exemplo, o AUTO DA BARCA DO INFERNO sempre foi leccionado no 9º ano, surgindo agora no 8º ano, sem que nenhum manual o contemple. Vamos andar seis anos a fazer fotocópias da obra e de todos os demais textos agora previstos, para obedecer aos caprichos das Metas, que se inspiraram sabe-se lá onde e saíram tarde e más horas?



Isto é que é ENSINO ESTRUTURADO? 



Que mais será congeminado este Verão, para aplicação obrigatória no futuro próximo, que deite por terra todo o trabalho feito até agora?


 
É verdadeiramente inacreditável e dá vontade de fugir."

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