terça-feira, 3 de julho de 2012

mais parece a gozar

 


 


 


Numa fase em que os funcionário públicos têm os salários cortados e não recebem os subsídios, Victor Gaspar, o ministro das finanças, diz que foi para não "desincentivar" que decidiu pagar a peso de ouro uma comissão (parece que este governo já vai na enésima) para fiscalizar as nomeações de dirigentes da função pública.


 


Sinceramente: isto brada aos céus, realmente, e não promete nada de bom.


 


Fiscais das nomeações custam meio milhão de euros este ano 


 


"Gaspar justifica valores dos salários com a necessidade de não “desincentivar” os nomeados.(...)"

7 comentários:

  1. Não me parece que seja a gozar.

    Em política não se governa com o objectivo de gozar com quem quer que seja.

    É mesmo a sério e tem a ver com um rumo ideológico a ser seguido escudado, neste caso concreto, em moralismos populistas e em promessas de pseudo fiscalização.

    No final, não se desincentivam uns nem outros.

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  2. Claro Ana. Foi irónico. É chocante, isso é verdade.

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  3. Seria uma excelente piada, merecedora da melhor gargalhada - não estivesse a audiência prestes a asfixiar por outros motivos...
    Não, isto não é um país; é outra coisa bem menos odorosa.

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  4. Isto está a revelar-se o mesmo pântano dos anteriores, sempre com boas desculpas para favorecer uns e prejudicar outros. Um nojo e uma vergonha!
    Paulo, obrigada pela autorização de Link para o teu post sobre os cursos profissionais para 5º ano. Já o publiquei ontem, lá no "Alegrias e Alergias".
    Estas notícias horríveis têm proporcionado um autêntico "banquete" de posts, de vários sabores e calorias...
    Acabei também de postar o recente "cocktail Lusíada", sabor Laranja.
    às vezes só com algum humor cáustico, como a tua ironia aqui, se consegue aguentar este País Vergonhoso! :(
    Um abraço

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  5. “um desincentivo à aceitação de elevadas responsabilidade e exigências”

    Será esta comissão que vai nomear mais gestores públicos que se irão juntar-se aos 25 de treze instituições, agora identificados pela Inspecção Geral de Finanças por não terem procedido aos respectivos cortes salariais (inclusive subsídios) previstos para o presente ano?

    Enquanto não criminalizarem alguns destes responsáveis incentivados pela exigência dos seus desmandos, este regabofe não terá fim.
    Logo, prevê-se que o regabofe continue, pois.

    Trata-se de um ultraje que deixa qualquer um sem palavras que não insultuosas.

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  6. Até o português sai engasgado:

    "que irão juntar-se"

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  7. Obrigado Lúcio, Margarida e Ana Sousa. Concordo. Aquele abraço aos três.

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