sábado, 7 de julho de 2012

por mais

 


 


 


 


Por mais que a história nos ensine que o mito de sísifo nunca deve estar ausente, surpreendemo-nos sempre quando os valores mais vetustos (para não dizermos outras coisas) voltam à tona. No momento em que o tribunal constitucional deu um encontrão na austeridade em curso, a AD defende-se com o argumento da sua base eleitoral para explicar a escolha dos funcionários públicos.


 


É conhecida e antiga a fórmula da direita atávica e dos interesses: sector público é despesa e desprezível e sector privado é produtividade e modernidade.


 


Desta vez não o esconderam e afirmaram-no no programa de austeridade em curso.


 


Lembram-se da risível solução de mais meia-hora diária de trabalho no privado para compensar os cortes nos subsídios dos funcionário públicos e pensionistas? Coreografia de quinta-divisão, como logo se percebeu. A conclusão é simples: para além de concordarmos ou não com a ideologia, o que se torna insuportável é estarmos na presença de mais uma fornada de garotos.


 


Ainda há tempos ouvi o ministro Relvas dizer que a saúde, a educação e o restante sector público precisavam de um choque de gestão igual ao que ele tinha aprendido nas empresas. Abanei a cabeça na horizontal. Valha-nos sei lá o quê. Só pessoas com esta experiência e sapiência é que conseguiam desenhar o modelo de gestão escolar em curso. É mais um choque, realmente.

3 comentários:

  1. O Relvas estava num restaurante a jantar passa o Passos e pergunta
    - Então a jantar sozinho?
    Resposta do Relvas
    - Não é o jantar de curso

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  2. É um país à beira de um ataque de nervos...

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