"Governo trava no recrutamento de profissionais para o SNS. Limite à contratação de trabalhadores fixado para 2025 é de 1,9% quando em 2024 foi de 5%. Quadro Global de Referência do SNS faz uma revisão em baixa da maioria dos objetivos traçados até 2026."
Os meus textos e os meus vídeos
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Em queda
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Com Humanos Ainda Como Professores
"(...) Confiamos no conselho fornecido por um algoritmo ou no de familiares, amigos ou colegas? Poderíamos consultar um médico robótico orientado por Inteligência Artificial com uma taxa de sucesso de diagnóstico perfeito ou quase perfeito - ou ficar com o médico humano com o reconfortante apoio de quem nos conhece há anos? (...)". Este dilema, Klaus Schwab (2017:64) na "A Quarta Revolução Industrial", também se aplicará ao ensino?
Como os orçamentos dos estados navegam entre ministérios das finanças, bancos centrais e investidores globais, as decisões orçamentais caem no universo alucinante das praças financeiras que olham com impaciência para as despesas sociais. É, portanto, num espaço maquinal de desconfiança e controlo burocrático que se tem imposto a degradação da carreira dos professores priorizada há muito pelos neoliberais. A robotização dos professores é um desejo financeiro que a realidade teima em contrariar.

Encontrei a imagem na internet sem referência ao autor.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Da História Recente da Europa
François Hollande apareceu como o oxigénio da esquerda europeia e gerou expectativas. Como não conseguiu escapar ao controle orçamental (Joseph Stiglitz considera os 3% um exemplo de demagogia) nem à reforma permanente dos sistemas (é tão metabólico que torna risíveis os "reformistas"), a França entrou na "austeridade de esquerda". E não foi o único nos partidos do arco governativo europeu no fenómeno de erosão dos partidos democráticos. E a Europa não altera este estado descendente? Está à espera da eleição de algum ditador num dos países com maior dimensão?
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
"A Europa não foi solidária com a Grécia e Portugal"
"A Europa não foi solidária com a Grécia e Portugal e deu-se demasiada importância à influência do Fundo Monetário Internacional", acrescentou Juncker. Ora aí está mais um motivo para as pessoas lutarem pelo que perderam. Não me surpreenderia se daqui a uns poucos anos aparecesse alguém a dizer que devia ter sido reposta de imediato a contagem de todo o tempo de serviço dos professores para assegurar que o crescimento económico fosse "a maré enchente que faz subir todos os barcos e não apenas os do costume".

domingo, 18 de novembro de 2018
humanos, ainda
"(...) Confiamos no conselho fornecido por um algoritmo ou no de familiares, amigos ou colegas? Poderíamos consultar um médico robótico orientado por Inteligência Artificial com uma taxa de sucesso de diagnóstico perfeito ou quase perfeito - ou ficar com o médico humano com o reconfortante apoio de quem nos conhece há anos? (...)". Este dilema, Klaus Schwab (2017:64) na "A Quarta Revolução Industrial", também se aplicará ao ensino?
Como os orçamentos dos estados navegam entre ministérios das finanças, grandes bancos e investidores globais, as decisões orçamentais caem no universo alucinante das praças financeiras que olham com impaciência para as despesas sociais. É, portanto, num espaço maquinal de desconfiança e ilusório, e infernal, controlo burocrático que se tem imposto a degradação da carreira dos professores priorizada há muito pelos neoliberais. A robotização dos professores é um desejo financeiro que a realidade teima em contrariar.

Encontrei a imagem na internet sem referência ao autor.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
o eurogrupo e os professores
A disciplina imposta pelo (e ao) euro (legitimada pelo tratado orçamental), que norteia os governos, é um caminho universal. Apesar dos já reconhecidos erros graves (pelo FMI, por exemplo) nos excessos austeritaristas e na gestão das dívidas soberanas, Portugal, e apesar de ser uma pequena economia, foi um dos países mais prejudicados por causa dos receios sistémicos. Quando se diz - leia nos meus lábios - que "não há dinheiro", é uma incerteza que mete gelo no sobreaquecimento dos cidadãos que percepcionam que esse "não há dinheiro" nunca se aplica aos grandes contratos. Ou seja, se os orçamentos de estado são para todos, a política favorece os mais fortes. Tem sido este o fatalismo do mainstream. Faz crescer a direita radical, e outros partidos emergentes, ameaça o fim do "euro" e da própria União Europeia.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
a disciplina imposta pelo euro e os professores
A disciplina imposta pelo euro (legitimada pelo tratado orçamental), que norteia o Governo, é um caminho nunca antes navegado. São já reconhecidos erros graves (pelo FMI, por exemplo) nessas políticas austeritaristas e na gestão das dívidas soberanas. Portugal, e apesar de ser uma pequena economia, foi um dos países mais prejudicados por causa dos receios sistémicos. Quando se diz - leia nos meus lábios - que "não há dinheiro", pretende-se meter gelo no sobreaquecimento dos cidadãos embora se navegue na incerteza. O que irrita as pessoas, é que o "não há dinheiro" nunca se aplica aos grandes contratos, nem sequer nas falências de pequenos bancos quando a decisão era óbvia; e como depois se comprova mas não se "aprende". Ou seja, e repitamos, os orçamentos de estado são para todos e a política favorece os mais fortes. Tem sido este o fatalismo de socialistas e populares europeus e a direita radical não pára de crescer e de ameaçar com o fim do "euro" e da própria União Europeia.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
As coisas que se vão sabendo
Passos Coelho apressou-se a dizer "que não éramos a Grécia (2011)". Foi uma vergonha. Agora, ficamos a saber que um "acordo secreto de Merkel isolou Schäuble e Portugal. A chanceler alemã fez um acordo com a Grécia, em 2015, contra a vontade do seu ministro das Finanças. Numa reunião do Eurogrupo, Schäuble opôs-se, em vão, e só teve o apoio de Portugal e da Espanha, conta Yanis Varoufakis, o ex-ministro grego". Aguardemos os desenvolvimentos.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Do Procedimento por Défices Excessivos
É um dia importante e responsabiliza a política pela imperdoável austeridade a eito iniciada em 2010. Agora, espera-se que o crescimento económico seja a "maré enchente que subirá todos os barcos" e não apenas os iates. Há uma barca quatrocentista (antecessora da caravela até 1434) a afundar-se com 2 milhões e 500 mil marinheiros no limiar da pobreza (meio milhão de crianças) e até o navio-escola, que viu atirados ao mar - no período austero de fortes ventos offshores - 42 mil dos 160 mil pedagogos, transborda de precários, congelados, remadores exauridos e reformados retardados.
Dombrovskis: “Este é um dia importante para Portugal”

segunda-feira, 15 de maio de 2017
da economia e dos deuses
O "PIB tem o melhor resultado da última década" (2,8% de crescimento da economia no último trimestre). Para confirmar que até os deuses estão com a Geringonça, o crescimento deveu-se aos aumentos do investimento e das exportações que compensaram a quebra do consumo interno. É bom recordar que o aumento do consumo interno era a principal aposta do plano macro de Costa e Centeno. O "desemprego caiu para o nível mais baixo dos últimos oito anos", tivemos, em 2016, o défice mais baixo da democracia e "emitimos a dívida com a taxa mais negativa de sempre". A gestão da dívida do anterior arco governativo está controlada, apesar de impagável.
Para um Governo que seria o fim da nação não está nada mal, apesar de tanta austeridade por reverter. Esperam-se as análises de Medina Carreira, Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, Nogueira Leite e de um representante do Compromisso Portugal; e do Diabo.
Antero
domingo, 3 de abril de 2016
da condição de protectorado
Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.
O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, publica relatórios inundados de lugares comuns e depois tem parangonas na abertura de telejornais? E é endeusado nos congressos da oposição? É espantosa, e misteriosa, a condição de protectorado (por exemplo, leia: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia; pode saber mais aqui).
quarta-feira, 30 de março de 2016
chegou mesmo ao fim ou há fanatismos mais fanáticos do que os fanatismos mais fanáticos?
"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"
Post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Sete anos depois e estamos no mesmo sítio
"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."
Paul Krugman
New York Times
2 de Setembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
A Finlândia vai sair do euro? Olhemos o gráfico
A Finlândia cumpriu todo o ritual austeritarista via CE, OCDE e FMI e está na maior crise financeira das últimas décadas (não é alheia, por exemplo, a situação da Nokia) e não pode, como noutras alturas, desvalorizar a moeda por causa do euro. Para além disso, este tratado orçamental limita outros caminhos. Com a PàF lá do sítio, os tais "verdadeiros finlandeses", em tarefas governativas, a situação agravou-se e bem nos lembramos desses bons alunos no eurogrupo. Os finlandeses olham para o gráfico e vêem os vizinhos suecos sempre a crescer com uma particularidade: não estão no euro.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Da Europa ao rubro
A maioria dos eleitores europeus (e dos eleitos) defende o euro como garante da paz, da solidariedade entre povos e dos restantes ideais europeus. Ou seja, pensam em política e desconhecem o amanhã em termos económicos e financeiros. Essa supressão do futuro, que arrasta os mais conscientes economistas, não impede conclusões fundamentadas sobre um passado recente em que a Europa austeritarista foi um erro grave que sucedeu a outro: um desenfreado investimento público estimulado por Bruxelas como fuga para a frente. Ambos foram respostas descontroladas à hecatombe bancária mundial de 2007 (é fundamental não esquecer). Enquanto a Europa enlouquecia e se dividia nas "soluções", os EUA e a Rússia assistiam com políticas expansionistas. O caos europeu chegou ao paradoxo "solidário" bem caricaturado na imagem ou nas inúmeras referências pela "turba dos valores" ao facto de gélido Schäuble se deslocar em cadeira de rodas. A discriminação na Europa da entrada do século XXI parece não ter limites e isso volta a colocar a política no lugar central do problema.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
BCE antecipa o efeito Syriza?
Dá ideia que o BCE já está a contrariar a austeridade como fim da história e a antecipar o efeito de uma provável vitória do Syriza que pode "contaminar" os países do sul da Europa.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
o Governo mais austeritarista da Europa?
Passos Coelho disse ao que vinha: revolucionar o país com uma "destruição criadora" através do empobrecimento, da emigração e de uma revisão profunda da constituição. Afirmou-se para além da troika, enquanto disfarçava o recuo constitucional, e essa espécie de PREC de sinal contrário só não é recordado porque vivemos tempos de eliminação das memórias de médio e longo prazos.
Na última reunião europeia dos ministros das finanças dos 28, Portugal foi o país mais ortodoxo na defesa da inflexibilidade do pacto de estabilidade e crescimento. Ao que se se vai sabendo, a ministra MLAlbuquerque advogou o radicalismo austeritarista com o comprovado flagelo que já impôs aos portugueses e contrariou as intenções do Governo que mais esperança transporta para a Europa: o italiano.
A imagem parece elucidativa. O presidente da reunião, o ministro holandês que há pouco tempo declarou um mestrado falso, parece muito satisfeito a cumprimentar esse génio das finanças que exerce as funções de ministra no Governo português. Devem estar a caminho do FMI.
terça-feira, 17 de junho de 2014
5 anos depois e estamos no mesmo sítio
"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."
Paul Krugman
New York Times
2 de Setembro de 2009
sexta-feira, 30 de maio de 2014
em cada turma de trinta alunos, seis têm problemas psicológicos
"Em cada turma de 30 alunos, 6 têm problemas psicológicos", diz a Ordem dos Psicólogos e imagine-se a tarefa dos professores que não têm os dotes de Nuno Crato, esse incompreendido génio da docência no ensino não superior, que afirmou que só os professores com má qualidade não conseguem leccionar três dezenas de alunos na mesma sala de aula.
Até os alemães, veja-se lá, concluem que a "austeridade destrói a qualidade da Educação em Portugal".
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O discurso, em Davos, de Mark Carney, PM do Canadá, é corajoso. O texto - a prosa é mesmo sua e publico a tradução como recebi por email de...
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O cartoon "One year of Trump" é de Gatis Sluka. Encontrei-o na internet sem restriçoes de publicação. Sabemos que o centro de gr...
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O Correntes mudou de casa. A nova morada é em https://correntesprudencio.blogspot.com/ A mudança da SAPO para o Blogspot deve-se ao encerr...

