domingo, 29 de julho de 2012

portas em campanha

 


 


 


Paulo Portas é um político hábil e disse inverdades em campanha eleitoral em relação às políticas do sistema escolar. Está em campanha eleitoral contra o PSD - que é o espaço onde pode capatar mais votos - com quem forma Governo e partilha com o primeiro-ministro e com o ministro das finanças do mesmo espaço ideológico.


 


Tenho a sensação de que o que acabei de escrever tem uma relação muito directa com os últimos avanços e recuos no sistema escolar. É óbvio que os cortes "estruturais" que se verificaram, e que continuam inamovíveis, também têm o dedo dos achamentos do ministro da Educação.


 


Funcionários públicos vão ser mais penalizados do que os do privado 


 


"O princípio de que a austeridade deve recair mais sobre os trabalhadores do Estado, que tem sido defendido por Paulo Portas, é partilhado pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças, e deverá enformar o Orçamento do Estado para 2013.(...)"

1 comentário:

  1. Quando li a notícia "linkada", lembrei-me imediatamente das palavras do monarca espanhol: “- Porque no te calas? ” (Paulinho das feiras, acrescentaria eu.)

    Ninguém duvida destes governantes que alegam, despudoramente: "Vamos continuar a tratar de forma diferente o que é diferente…"
    De facto, é o que têm feito também no seio da administração pública, continuando a preservar os seus privilégios e os dos seus pares, os privilégios dos inúmeros gestores públicos que desrespeitam, impunemente, a aplicação das medidas do Orçamento do Estado, sustentando as excepções às regras que os próprios proclamaram, enfim, criando condições para que o corte na despesa trate de forma diferente o que desejam que permaneça diferente.

    Sem dúvida que "Equidade não significa ser igual", como “afirmou ao Expresso um membro do Governo”, fazendo com que a média salarial dos trabalhadores do público seja superior à do privado, graças a tantos privilegiados que, tal como num país verdadeiramente terceiro-mundista, se salvaguardam das severidades das leis que decretam.

    Qualquer definição rápida de “equidade” remete para equivalência, paridade, reconhecimento do direito de cada um e, em sentido mais lato, característica de algo/alguém que revela senso de justiça, imparcialidade, isenção, neutralidade, correcção no modo de agir ou opinar, honestidade e integridade.

    Ainda haverá quem reconheça esta probidade em algum dos actuais governantes portugueses ou competência para discernir em que deverá consistir a aplicação deste princípio constitucional da equidade?! Eu não.

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