segunda-feira, 9 de julho de 2012

um país à deriva

 


 


 


(Já usei parte deste texto noutro post.


Se é para repetir, então que se repita)


 


 


 


A repetição tornou-se o nosso modo de ser e o sistema escolar não escapa ao alçapão em que estamos metidos. Para não variar, a agenda medíática está inundada por exames. Só não classifico o conteúdo desta notícia como hilariante, porque os tempos são de contenção.


 


Os exames são um metabolismo útil e basal nos sistemas escolares que incluem mais do que um aluno. No nosso caso, e com um GAVE estratosférico, generalizar a coisa em doses industriais pode criar um peso burocrático que transforme um procedimento docimológico num pesadelo organizacional e que apenas confirme o que já se sabia, como comprova a história das correntes ideológicas e pedagógicas.


 


E já que estamos em maré de exaustões, e para além de não nos devermos esquecer que a primeira regra para aferir a saúde de uma sociedade é verificar se a retórica coincide com a realidade, repito um post de há uns dias:


 


Discutir em que anos é que há exames, e em que disciplinas, é uma matéria interessante. Tornar a questão numa contenda ideológica só é possível em sociedades imaturas ou em crise. E como me tenho cansado de escrever, a nossa sociedade é a parte maior do problema. Proponho a leitura deste comentário da Ana aqui no blogue. É interessante seguir o raciocínio e chocar com o último parágrafo.

5 comentários:

  1. Este país não está para seres humanos e não pode dar certo. Eu estou estoirada disto tudo e só detecto desânimo e braços caídos.

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  2. O que dizer a dois exames no espaço de 2 meses para alunos do 4º ano de escolaridade?

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  3. Hoje só venho aqui tarde e más horas por gosto e vício. (e insónias, também)

    Eis que encontro isto... Logo hoje!?
    É que é precisamente por isto que estou desolada: os milagres não aconteceram.

    Estes níveis 3 periclitantes dos meus alunos, tal como eu previa, baixaram quase todos para nível 2 na prova final.
    E nem posso saber se andam na casa dos 40%, como imagino... nada! Só vejo o que os alunos vêem, os níveis, a bem da legalidade (dizem-me).
    Mas tenho de tirar ilações à Crato...
    O que é que haverá a esconder?
    Para quando a publicação das percentagens no Básico, tal como as casas decimais no Secundário?

    Estes alunos (os tais do comentário "linkado" no post) que menciono hoje pela segunda vez transitaram de ano, o que foi uma vitória, mas eu já estou à espera da chicotada dos rankings.


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