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quinta-feira, 16 de março de 2023

Vitória nos serviços mínimos?! (post de 26.06.2018)

Vitória nos serviços mínimos?!



Escrevi assim em 26 de Junho de 2018:



A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Os Exames Nacionais em Portugal e a Dificuldade do ChatGPT


"Exames nacionais para conclusão do secundário mantêm-se, mas perdem peso na nota final. Português será exame obrigatório para todos os alunos dos cursos científico-humanísticos. Alunos terão de realizar mais duas provas, mas à sua escolha. Para efeitos de acesso ao ensino superior, os exames que funcionam como provas de ingresso terão um peso mínimo de 45%. Alterações foram apresentadas pelos ministros da Educação e do Ensino Superior"





Questão: 




 

O que se sabe sobre os exames no ensino secundário em Portugal.


 

ChatGPT:







 






Os exames no ensino secundário em Portugal são conhecidos como "Exames Nacionais" e são realizados anualmente no final do ano letivo para avaliar o conhecimento dos estudantes em determinadas disciplinas. Eles são obrigatórios para todos os alunos e são considerados uma parte importante da avaliação final da escola. Os resultados dos exames têm um peso significativo na determinação da nota final dos estudantes e podem afetar a sua admissão em universidades e programas de estudo posteriores. Além disso, os exames também são usados como uma forma de comparar o desempenho dos estudantes entre as escolas e as regiões de Portugal.








sexta-feira, 11 de março de 2022

Da Escola e do Desporto

1ª edição em 21 de Fevereiro de 2018.


"O sistema escolar tem que ser competitivo como o futebol, em que somos dos melhores", afirmou-se na TSF. Defendeu-se que os mecanismos de selecção usados no 12º ano (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações e quadros de mérito) devem ser plasmados nos anos anteriores. Dá ideia que a preparação de top performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" atrasaram-se a objectivar a construção em Lego para determinarem a restante parafernália. Ainda bem que se reverteu o inferno da medição que Crato impôs de supetão aos mais pequenos. Lamenta-se que tenha sido apenas isso, mais a questão dos "privados escolares" e da bce dos professores. Falta muito desvario para reverter e não só de Crato.


O que se pratica nos modelos de formação desportiva comprovadamente bem sucedidos é o contrário do que disse se disse na TSF. A sensatez exige alargar a base da pirâmide e tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes desta idade, há jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começa um jogo estão todos em "igualdade de circunstâncias". Há um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chega-se a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implica a substituição do jogador.


E podíamos estar o dia todo a elencar os domínios da formação. As vantagens, para além das óbvias, incluem os factores de ordem psicológica (da sua saturação), de aprendizagem técnica e táctica, de superação numa possível alta competição e de aprendizagens "para a vida".

domingo, 5 de julho de 2020

Exames Escolares só Para Robustos Começam Amanhã

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O ministro da Educação garantiu, em 6 de Maio e para tranquilizar o país, "que se estava a trabalhar para ter um corpo docente robusto” na vigilância dos exames do secundário que começam amanhã. Portanto, o país sabe que só há exames porque os professores vigilantes são da estirpe dos robustos e convocados com equidade e rigor. Pudera. Se habitualmente um vigilante está mais de três horas em pé, sem beber, comer ou ler (se precisar de ir ao WC ou desfalecer é substituído e isolado, por desconfiança, até ao fim do exame), tem agora que o fazer de máscara e com as restantes etiquetas, e manter procedimentos que contrariam a distância física numa sala com temperatura elevada e onde podem estar até duas dezenas de jovens em franca laboração ("todos os ingredientes para o risco mais elevado de contágio"; e, hoje, confirma-se que "o vírus se transmite pelo ar por gotículas mínimas que ficam em suspensão, defendem 239 especialistas de 32 países que pedem à OMS que reveja as diretivas de proteção"). No caso dos alunos, que estão sentados mas igualmente a jejuar, os exames incluem não robustos e todos usam máscara.


E se tudo isto era evitável, por que é que não se cancelou, "como fizeram a Espanha, Itália, França ou Reino Unido", uma vez que os exames escolares não melhoram as situações dramáticas da economia de curto e médio prazos e o cancelamento até podia oxigenar ambientes familiares em disrupção? 


Há demasiados assuntos em que complicamos tanto que parecemos 200 milhões e não 10. Por exemplo, as candidaturas ao superior são apenas cerca de 75 mil. Como se disse, era possível testar um modelo em que os candidatos inscreviam 2 ou 3 prioridades. Quem não obtivesse colocação de acordo com a nota do secundário associada aos exames já realizados, seria entrevistado para uma solução da responsabilidade do ensino superior. E repare-se: se para a saúde das pessoas não se considera apenas a Covid-19 e tem-se em conta, e bem, a economia e a saúde mental, também na avaliação escolar dos alunos não se devia examinar sem se ter em conta a saúde psicológica e a capacidade volitiva. Por isso, defendeu-se o fim do ano lectivo no final do 2º período para se evitar tanto descontrole emocional, atenuar flagrantes desigualdades e não penalizar os jovens com exames nestas condições disfuncionais de preparação e realização. E para agravar o que foi dito, fazê-lo de máscara diminui capacidades com ênfase para quem tem problemas de oxigenação.


Por outro lado, ainda esta semana se publicaram, com insensibilidade para o detalhe, rankings de escolas. Por muito desvalorizadas que estejam estas hierarquias, a mediatização viciou-se e sempre influencia o ânimo dos alunos (os 30 a 40 primeiros lugares são dos estimulados privados). Claro que sabemos há muito da lógica que se sobrepôs exigindo exames, neste caso a qualquer custo, e rankings, para publicidade, associados a um acesso ao superior com numerus clausus. Aliás, bem se tentam estudos alternativos, com os dados sócio-económicos, mas, e incrivelmente, há anos a fio que os privados os escondem (só se conhecem os das escolas públicas). A comunicação social finge que não percebe e insiste em destaques comercializáveis.


E é isto.


E no final, lá aparecerá o temporariamente inactivo, por precaução e bem, departamento de selfies da república a homenagear os alunos e professores mais robustos. E dos prováveis infectados, assintomáticos ("que correm sérios riscos") ou não, a realidade sentenciará: é a vida, porque a prioridade à salvação de vidas foi no tempo em que havia pandemia.


Imagem: estátua de Davi, a grande obra-prima de Michelangelo; Galeria dell’Accademia; Florença.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Exames Escolares e Temperaturas

As temperaturas vão subir muito a partir de Domingo e "vão chegar aos 40 graus no fim de semana". Se pensarmos que os exames escolares exigem horas a fio de máscara, concluímos que vai ser muito incómodo.

domingo, 21 de julho de 2019

É isso e a Pobreza!

 


 


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É inútil discutir a oscilação anual de décimas nos resultados dos alunos. E é pena que as entidades institucionais não dêem o exemplo e que os Governos não invistam num exercício que qualifique o debate. Têm o antigo SPSS, da IBM, que faz (o "Stepwise Regression" é amigável e intuitivo) regressões lineares múltiplas a partir da escolha de variáveis independentes e dependentes. Para além de permitir conclusões sustentadas, o programa torna insustentáveis "reformas circulares". Por exemplo, a distribuição geográfica da residência da maioria dos alunos das áreas metropolitanas, e das cidades com dimensão significativa, é uma variável independente que influencia a variável dependente "resultado em qualquer prova ou exame". E isso leva décadas a mudar; e altera-se se houver vontade política continuada. É isso e a pobreza!


Duas notas:


O processo "palavras cruzadas" é mais um sinal do grau zero da mediatização, que se situou ao nível da revisão do estatuto da carreira dos professores sem sequer se enunciar princípios (ou começar pelo princípio).


Aliás, uns graus abaixo de zero esteve a mediatização à volta da morte de três professores. Para além de tudo, há estudos, e conhecimento do real, mais do que suficientes para a prevenção do burnout. Mas isso passa pela democracia escolar em três dimensões: confiança nos professores, ambiente organizacional desburocratizado e atmosfera profissional civilizada com a sala de aula no centro da profissionalidade. E não é de agora. Há mais de uma década que a descida não tem travões e os resultados estão aí; até na falta de professores. E se nada se fizer, a crise vigente agudizar-se-á e prolongar-se-á.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Mais ou Menos Décimas

 


A análise dos resultados dos alunos obedece a uma métrica inútil e algo ensandecida. Discutir a oscilação anual de décimas não devia ser deste tempo e é pena que as entidades responsáveis não dêem o exemplo. Têm o software SPSS da IBM - lançado em 1968 - que faz, com facilidade, regressões lineares múltiplas, a partir da escolha de variáveis independentes e dependentes, e permite conclusões sustentadas. Por exemplo, estou seguro que a distribuição geográfica da residência da maioria dos alunos das áreas metropolitanas, e das cidades com dimensão significativa, pode ser uma variável independente que influencia a variável dependente "resultado em qualquer prova ou exame". E isso leva décadas a mudar; e altera-se se houver vontade política continuada. É isso e a pobreza.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Das Provas de Aferição

 


 


 


É no nível macro que se decide a calendarização das provas nacionais. É também nesse nível que se decide os anos de escolaridade e as disciplinas em que se aplicam provas de aferição ou finais. Haverá concordâncias e discordâncias nos níveis meso e micro. Contudo, exige-se o mais elementar profissionalismo em todas as circunstâncias e em associação com a implementação de procedimentos adaptados à sociedade da informação e do conhecimento.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Flexibilizar

 


 


 


Flexibilizar o currículo - ou as ideias de "área-escola" e "área de projecto" -, é um desejo antigo anterior às "novas" tecnologias e relacionado com a necessidade de ir além da escola-indústria. Considerar uma interdependência essencial entre essas categorias, flexibilização e uso de tecnologias, está num nível relacional tão escusado como o que impõe excessos competitivos para elevar aprendizagens. Como se tem observado nas competições desportivas para jovens, os quadros competitivos devem ser adaptados às idades e a sobrecarga competitiva deve ser gradual. Não é por acaso que os sistemas mais consolidados não têm campeonatos nas idades mais jovens e os resultados escolares não são públicos; são apenas conhecidos pelos respectivos encarregados de educação.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Da ideia de flexibilizar

 


 


Flexibilizar o currículo - ou as ideias de "área-escola" e "área de projecto" -, é um desejo antigo anterior às "novas" tecnologias e relacionado com a necessidade de ir além da escola-indústria. Considerar uma interdependência essencial entre essas categorias, flexibilização e uso de tecnologias, está num nível relacional tão escusado como o que impõe competições em catadupa para elevar aprendizagens.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"Aprender não é uma competição" - Singapura aboliu os rankings

 


 


 


Singapura, um farol para os mais fundamentalistas defensores dos rankings, "aboliu os rankings de escolas pelos resultados dos alunos em exames".


Antes de ler, saiba que o Ministro da Educação, Ong Ye Kung, espera mostrar aos alunos que “aprender não é uma competição”.


Os relatórios deixam de publicar a posição de um aluno em relação à turma ou a qualquer grupo. Mas não é apenas isso. As informações a serem removidas incluem:



  • Média das turmas e dos ciclos.

  • Notas mínimas e máximas.

  • Sublinhado e/ou colorido dos erros.

  • Aprovação/reprovação como resultado do final do ano.

  • Médias das notas de qualquer grupo de alunos, o que inclui quadros de honra, de mérito e restantes procedimentos análogos.

  • Médias gerais de classificações. 


Nota: o que terá acontecido com as crianças e jovens em Singapura (um país de topo no PISA e nos alunos "top performers") para esta mudança radical? Estas alterações são imediatas porque o acesso ao ensino superior em Singapura será diferente do nosso. Aliás, em Portugal a situação tem um dado curioso: 95% (cerca de) dos candidatos ao superior são colocados nas primeiras opções e 95% (cerca de) dos cursos não justificam este modelo de acesso para preencherem as vagas. Impõe-se a interrogação: a quem interessa o estado vigente?


 


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quarta-feira, 27 de junho de 2018

"alterar a idade da reforma dos professores é “caminho possível”, admite Governo"

 


 


 


Há muito que se conhece o imperativo da alteração da idade reforma dos professores. A SE Alexandra Leitão declarou hoje, ao que saiba pela primeira vez publicamente, numa entrevista ao Público - que tem um título que escolhi para o do post - : Uma coisa é despachar processos a uma mesa e outra é dar aulas a crianças." Ou seja, os professores são reconhecidos, obviamente, como corpo especial.


Há dias, terminei assim um post sobre a posição do executivo na contenda com os professores: "Agora, terá de ser célere e inteligente numa solução salvífica para as faces". 


Ou seja, há cerca de um ano que as negociações efectivas, e com publicitação dos detalhes, deviam ter começado. Não foi assim e a situação agravou-se. A mesa negocial perdeu o controle. Dá ideia que os professores andam a ser moeda de troca na concertação social, entre os partidos da geringonça, com o PSD e o PR. Mas não basta discursar sobre os milhares de professores que já deviam estar reformados, que não aumentam a massa salarial com a recuperação de tempo de serviço e que até o podem converter em créditos para a aposentação. É necessário que isso se concretize numa proposta. Por outro lado, há outros milhares de professores que estão entre o 1º e o 8º escalões que devem recuperar, mesmo com faseamento, os anos em discussão. Já se percebeu que não são os milhões de euros divulgados; muito longe disso. E há ainda um imperativo final: esta greve é dura. Que ninguém duvide disso nem o menospreze. É impressionante o grau de adesão. Merece, repito, que a mesa negocial, por iniciativa do executivo, seja célere e inteligente numa solução salvífica para as faces e que se decida algo de importante até ao final da semana.

terça-feira, 26 de junho de 2018

vitória nos serviços mínimos?!

 


 


 


A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.

"Colégio arbitral decreta serviços mínimos para os Exames Nacionais"

 


 


 


Falta perceber quais serão exactamente os serviços mínimos (está em actualização).


 



"Perante a greve dos professores às avaliações, o colégio arbitral decretou esta terça-feira os serviços mínimos para os Exames Nacionais do 9.º, 11º e 12.º anos, apurou a SIC.





Através de um comunicado, o Ministério da Educação da conta da decisão do Colégio Arbitral e adianta que os conselhos de turma relativos ao 9.º, 11.º e 12.º anos terão de ser realizados até 5 de julho, "a fim de emitirem a avaliação interna final".


O colégio arbitral foi criado devido à falta de acordo entre sindicatos e Governo.


A greve dos docentes às avaliações começou no início de junho e está a afetar mais de 30 mil estudantes do secundário, que ainda não sabem que notas os professores vão atribuir.


O habitual é que os alunos prestem provas depois de serem dadas as classificações dadas pelos professores, e com base nessa nota (interna) se apresentem, ou não, a exame.


Os exames estão a decorrer desde dia 18 de junho, e 23% dos alunos não sabem que notas foram atribuídas."


 


Adenda às 18h57:


 


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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Opinião de Mário Silva sobre os exames

 


 


 


Contributo de Mário Silva.


 



"O próximo ataque do ME à reputação dos docentes.


 


Através do ‘Iavé’, o ME vai atacar a reputação dos professores no próximo mês de julho. Como? Quem acompanha os exames nacionais, detetou que houve alterações na estrutura deles e nas cotações (aumentaram nas questões de escolha múltipla). Estas alterações têm potencial para piorar as classificações dos exames e obviamente que isso será usado para atacar os professores com a falácia ‘estão-a-ver-esta-gente-a-reivindicar-que-lhes-paguem-as-progressões-e-afinal-os resultados-foram-piores’.


O ME que se arvora o protetor dos ‘coitadinhos-dos-estudantes-que-são-prejudicados-pelos-professores’, depois insidiosamente promove ações que prejudicam os mesmos estudantes nas suas médias de classificação final, usando subrepticiamente como ‘bode expiatório’ a classe docente; nem Maquiavel conseguia ser mais ignóbil…


“Os alunos concordaram que a derradeira questão da prova era a mais complicada e estavam também alinhados no principal assunto de quase todas as conversas: a estrutura do exame deste ano. Ao contrário do que vinha sendo habitual nos anos anteriores, o exame nacional de Matemática A foi dividido em dois cadernos.


«Nós somos sempre as cobaias do Iave», queixa-se Ana, já fora da escola. «Se quisesse voltar atrás a alguma das perguntas do 1.º caderno, não podia», explica.


 


Jornal Público (25/06/2018)