Passámos de um país que recebia muitos imigrantes (de África, do Brasil e da Europa de leste) para a condição de nação que vê o seus jovens adultos emigraram em números "impensáveis". Se associarmos a esta mudança nos fluxos migratórios o despedimento das mulheres grávidas, a precarização contratual ou a ausência de horários laborais que se preocupem com o tempo precioso para educação das crianças, temos uma forte explicação para a quebra da natalidade.
Esta condição afectará o sistema escolar daqui a uns anos. Mas o que mais influencia os números é a vergonhosa taxa de abandono escolar precoce. O nosso sistema escolar terá algum decréscimo de frequência no pré-escolar e no primeiro ciclo durante esta década, mas terá de aumentar a frequência escolar nos 2º e 3º ciclos e principalmente no ensino secundário se quiser continuar a caminhar em direcção à civilização.
Há uma questão que deve ser unânime e que deve mobilizar quem se interessa pela generalização da escolaridade: o número de alunos por turma. Numa sociedade com as nossas características, definir um valor à volta de 20 deve significar um elementar sinal de inteligência, de sensatez e de preocupação com o futuro.
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