Precisávamos de um Governo e não temos. Existe um grupo que pensa baixo, que se realiza no respectivo tecnicismo das contas, na "eucaristia" do custo de vida e na gerência do encomendado radicalismo ideológico. Estamos novamente entregues à benevolência do vento.
Passos Coelho passou, em poucas semanas, do estado em que se "lixem" as eleições para o fim da recessão em 2013.
Para além disso, continua mordido pelo moralismo do "gastaram demasiado" como se fosse um aturdido encarregado de educação a quem encomendaram um sermão num erro de casting que já saturou os ouvintes.
O engasgamento discursivo do não regabofe teve o auge paradoxal no apelo à CGD para financiamento aos despesistas que empreendem com dinheiro emprestado e que estão viciados no-que-se-lixe-o-país-e-que-se-nacionalizem-os-prejuizos.
Salvou-se a confissão inédita de que estamos na bancarrota por causa do sistema bancário e financeiro. Mas aí a consciência deve ter sentenciado: o melhor é ficares por aqui. São passos perdidos a mais em tão pouco tempo, convenhamos.
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