Os números não enganam: neste momento, podemos afirmar que mais de 5000 professores foram lançados para o desemprego - e importa referir que dos 51.209 candidatos sem vínculo à função pública que se candidataram ao concurso para contratação inicial e renovação de contrato ficaram colocados apenas 7600 -.
É dramático. Para quem não saiba, é bom que se sublinhe que são profissionais com muitos anos de contrato numa situação de precariedade única na Europa e que já foi denunciada pela Comissão Europeia.
O corte do MEC com professores e educadores dos ensinos básico e secundário é elevado e corresponderá a cerca de 10% do número total de profissionais se considerarmos as aposentações e as situações com ausência da componente lectiva. De acordo com as contas do Paulo Guinote, deve acresecentar-se 2609 professores do quadro que ficaram sem colocação para se ter uma noção ainda mais aproximada do corte.
Este ministério é, de longe, o principal contribuinte no corte global de trabalhadores da administração pública imposto pela troika e permite que uns radicais, que vão para além do acordado e é bom que não o esqueçamos, andem por aí a advogar o sucesso português e mantenham aconchegados uma série de endinheirados que vivem à custa do orçamento de Estado.
Não concordo com este género de afirmação, extremamente deturpada. Não podemos afirmar que o ME enviou mais de 5000 professores para o desemprego. Isso é desinformar.
ResponderEliminarPodemos sim afirmar que o ME criou as condições para não ter de contratar tantos professores quanto os necessários para levar a efeito o tão esperado sucesso escolar.
É verdade que a troika quer cortes a sério na educação e que crato conseguiu com uma série de medidas levar à prática a poupança no ME. Mas daí a falar em desemprego vai uma longa distância. Aliás, continuo a não perceber a lógica dos horários-zero quando ainda há vagas que não foram preenchidas.
Desinformar não faz o meu género...
Tendo em consideração que os professores contratados em Portugal vivem uma situação inédita de precariedade anos a fio, podemos afirmar que de um mês para o outro o MEC deixou de empregar mais de 5000 professores que se devem apresentar no Centro de Emprego. Deixemo-nos de eufemismos: isto é um despedimento colectivo e ponto final. E francamente: classificar este post de afirmação "extremamente deturpada" dá ideia de alguma ironia quando a seguir se escreve "Podemos sim afirmar que o ME criou as condições para não ter de contratar tantos professores quanto os necessários para levar a efeito o tão esperado sucesso escolar."
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