O oxigénio governativo com as jornadas parlamentares do fim-de-semana durou pouco tempo. Um deputado do CDS disse que votará contra o orçamento e Marcelo Rebelo de Sousa considerou a ideia de refundação um erro monumental.
O que parece não escapar à tal refundação é o sistema escolar. O ex-ministro Roberto Carneiro vem advogar a intenção, mas a notícia da Lusa parece um bocado baralhada. No parágrafo em que "(...)O antigo ministro da Educação chamou ainda a atenção para um relatório recente do Tribunal de Contas que mostrou que o custo por aluno é muito maior no ensino público do que no privado.(...)" o linque indicado é taxativo e contraria Roberto Carneiro:"(...)O custo médio por aluno nas escolas públicas estava, em 2009/2010, nos 4415 euros. Nos colégios com contratos de associação situava-se nos 4522 euros.(...)". É ainda estranho que o ex-ministro omita que o Tribunal de Contas considera o relatório desactualizado.
O indicador custo médio por aluno é interessante para se perceber o óbvio: os investimentos não caem do céu. Só quase isso. São tantas as variáveis independentes em estudo, que uma discussão séria num país avançado não devia cair neste jogo de interesses inconfessáveis e de lobbies. O sistema escolar merece mais e melhor.
Política primária e mediocridade da navegação à vista.
ResponderEliminarConforme o referido pelo de Barroso no blog do Ph . D., "A patologia moderna do espírito está na hipersimplificação que a torna cega perante a complexidade do real" Morin , 2001).
Qual discussão séria qual quê ... não vá ela des )interessar.
Subscrevo Rui.
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