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domingo, 24 de janeiro de 2016

das administrações públicas e das multinacionais

 


 


 


Quando falamos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave nas administrações públicas porque há muito que não produzem alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.


 


Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.


 


Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.


 


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domingo, 7 de junho de 2015

é só o Governo de Passos que faz tudo para o insucesso do Syriza?

 


 


 


Percebeu-se, desde o início, que se o Syriza sobrevivesse, os austeritaristas do sul da Europa entravam em pânico com saliência para os "além da troika" que dizimaram as classes média e baixa. Como o Syriza nunca mais se afunda, como a Grécia "vai aguentando o braço de ferro" para ficar no euro, com as mais recentes sondagens a atribuirem ao Syriza "o dobro dos votos do anterior governo (a direira ND)", o Governo de Passos "antecipa mais 2 mil milhões ao FMI" e diz que está a reduzir dívida. Mas é apenas a ex-AD lusitana que está em pânico com a inesperada sobrevivência grega (numa corajosa defesa das classes média e baixa como tantos advogavam)?"

o Governo que vá ver o Timbuktu

 


 


 


 


 


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Os governos, como o português, que remetem para indicadores económicos a recepção de refugiados africanos deviam ver, obrigatoriamente, Timbuktu todos os dias até erguerem uma argumentação menos arrepiante e desumana (que é para ser brando). É muito bom o filme do mauritano Abderrahmane Sissako. É um espécie de grito e dá ideia que é mais um sinal de desespero construído para passar nas malhas de uma qualquer censura.


 



O Cinecartaz do Público diz assim: "Tombuctu (também chamada de Timbuktu), no Mali, é cidade Património Mundial da UNESCO desde 1988. De pequena povoação perdida no deserto do Sara, o lugar transformou-se, ao longo dos séculos, em capital intelectual e espiritual de África, um oásis no deserto que foi despertando a atenção do mundo. Em 2012, a cidade é ocupada por um grupo islâmico liderado por Iyad Ag Ghaly. O medo e a incerteza apoderam-se daquele lugar. Por ordem dos fundamentalistas religiosos, a música, o riso, os cigarros e o futebol são banidos. As mulheres são obrigadas a usar véu e a mostrar submissão total. A cada dia surgem novas leis para serem cumpridas e a vida de cada um dos habitantes vai sendo modificada tragicamente. Não muito longe dali vive Kidane com a mulher Satima, a filha Toya e Issan, um jovem pastor de 12 anos. A existência desta família, até agora tranquila, vai alterar-se abruptamente quando Kidane é acusado de um crime…


Realizado pelo mauritano Abderrahmane Sissako, um filme dramático, baseado num episódio real, que tenta denunciar a propagação do fundamentalismo. Depois da sua passagem pelo Festival de Cinema de Cannes, "Timbuktu" foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e venceu sete prémios César: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original (Abderrahmane Sissako, Kessen Tall), Melhor Música Original (Amine Bouhafa), Melhor Som (Philippe Welsh, Roman Dymny, Thierry Delor), Melhor Fotografia (Sofian El Fani) e Melhor Montagem (Nadia Ben Rachid)."



 


Trailer oficial legendado.


 


quinta-feira, 4 de junho de 2015

o irrevogável é mais "um homem sem qualidades"?

 


 


 


Apontava-se Paulo Portas como um político com esperteza mediática, mas a apresentação de ontem dissipou as dúvidas até nessa derradeira qualidade. A divulgação de mais um papel não estruturado em forma de guião, neste caso também apressado para esquecer as fixações ideológicas da ministra das finanças, foi completamente ofuscada pelas lides futebolísticas luso-angolanas. A inside information falhou em toda a linha. E remeto-me a Portas porque Passos nem essa qualidade conseguiu revelar. Recebeu o desastre socrático mais cedo do que o seu partido supunha, tratou de destruir tudo o que ainda mexia e a história lá se encarregará de explicar a descida aos infernos ocorrida durante o seu mandato.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

da revolução tranquila

 


 


 


 


A propósito da revolução tranquila que este Governo assumiu, recordo os teóricos da simcult que afirmaram que, na actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta.


 


Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal, e que usam gerentes no modelo P. Coelho, podem ficar com o discurso descontinuado e datado. Contudo, muito do mal não é reparável.

sábado, 7 de março de 2015

somos um país de oportunidades

 


 


 


 


 


Um português chega aos 50 anos sem conseguir pagar o IRS e as contribuições à segurança social porque, e os montantes não permitem equívocos, recebia perto do salário mínimo. Só que essa condição desfavorecida não impediu que poucos anos depois fosse eleito primeiro-ministro. Somos um país de oportunidades, sem dúvida.


 


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terça-feira, 3 de março de 2015

sócrates, o luso, é a nova referência

 


 


 


Um político português pode praticar "desvios" financeiros inferiores aos que se imagina praticados pelo ex-primeiro-ministro. De acordo com a nova-teoria-dos-passos, na nossa sociedade o limite financeiro é a única referência.


 


 


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domingo, 22 de fevereiro de 2015

temos um governo coerente

 


 


 


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O Governo está em pânico com as próximas eleições e com o julgamento histórico; é coerente. Começou além da troika e preparava-se para a aura da salvação. A resolução dos problemas imediatos dos bancos alemães e o sucesso eleitoral do Syriza, e tudo aquilo que mais tarde se venha a saber, inverteram a história e os possíveis votos. Nesta fase, é escusado falar ao Governo de interesse nacional: a tragédia associada a um erro histórico monumental, já denunciado por Gaspar, desorientaria qualquer um.


 


O efeito eleitoral PASOK e Nova Democracia paira de tal forma que até o indizível Marcelo R. Sousa classificou Varoufakis como um artista da bola. Para além da diminuição do conceito "artista", o candidato gosta de discutir a esse nível e o conhecido frenesi tira-lhe a compostura. Talvez nem saiba que tem muito a aprender com Varoufakis, desde logo a educação com que Varoufakis tratou Maria Luís que também terá muito a aprender com Varoufakis (assim mesmo, repetido quatro vezes no mesmo parágrafo).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

deve-se ao tribunal constitucional

 


 


 


 


A crise humanitária portuguesa não é tão grave como a grega porque existe o tribunal constitucional. O Governo português, "inspirado" pelo fanatismo da destruição criadora, não pensou no país e agora envergonha-nos. Esta conclusão só pode ser considerada "uma espuma dos dias" por quem viva na estratosfera ou tenha sido picado pelo império do mal.


 


Quando hoje se lê que "em Atenas se diz que Portugal e Espanha foram os que mais dificultaram o acordo", acertaremos de novo se concluirmos: para além do radicalismo ideológico, temos dois governos apavorados com as próximas eleições.


 


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

dos alemães e da memória recente

 


 


 


 


A maioria que governa em Portugal foi apanhada do lado errado da história. Para compreender o recente fatalismo português, temos de considerar que os governos deste milénio inclinaram o plano e que o actual cavalgou uma onda sufragada por eleitores que teimaram em não perceber que a ideologia se confundia com a corrupção. É até um mistério como há tanta gente que empobrece e continua a defender tenazmente o enriquecimento ilícito. Não há arrependimento possível, como se pode ler em mais um muito bom artigo de opinião.


 


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"(...)Razão tinha o malogrado ex-presidente do Bundesbank, Karl-Otto Pöhl, quando em maio de 2010 acusou o resgate da Grécia de não ter em consideração nem o interesse do povo grego nem o da Europa, destinando-se apenas "a salvar bancos [alemães e franceses] e os gregos mais ricos" (Der Spiegel, 18-05-2010). O que parece iminente é mais do que pecado. Uma ofensa contra a humanidade, cuja reparação exigirá algo mais do que o tribunal da história."


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

destruir por destruir?

 


 


 


 


O Governo foi para além da troika, acreditou numa destruição criadora e promoveu políticas de desigualdade que protegeram os mais ricos (os tais 1%). É factual, foi "assumido" pelos próprios numa lógica arrepiante de serventia à malta dos salões e da alta finança que tem da ética e da democracia uma visão longínqua.


 


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

do subconsciente da maioria que governa

 


 


 


 


A maioria que governa começa a perceber que o seu julgamento histórico será tão ou mais negativo do que o de Sócrates. Não gosto da palavra paradigma, mas a sua mudança está em curso na Europa com um contributo decisivo do Syriza


 


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El Greco. Toledo.  Agosto de 2014. 


 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

a tese do governo está sem norte

 


 


 


 


É natural que o Governo se situe num patamar ridículo para justificar o lesa pátria em que se meteu. Já percebemos que o radicalismo ideológico foi uma mistura de fanatismo com impreparação. O resto saberemos depois. É bom que se sublinhe o óbvio: o Governo, antes de o ser, tentou ultraliberalizar a constituição e com a posse tomada afirmou-se para além da troika e inspirado numa destruição criadora que mudaria para sempre a face económica do país. É natural, portanto, que o Governo esteja sem norte perante os factos introduzidos com a nova Grécia.


 


 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

a administração pública é uma multinacional?

 


 


 


 


Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.


 


Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.


 


E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.


 


A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco (se fosse agora usaria Sócrates e Salgado para ilustrar melhor o pensamento) e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho. Reescrevi-o e republico-o para refrescar memórias.


 


 


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

os ultraliberais são ultra irresponsáveis

 


 


 


Não tenho qualquer preconceito contra o liberalismo e daria a "mão à palmatória" se encontrasse motivos; até aos neoliberais. Desde há muito que percebi que os liberais excessivos não se devem confundir com Adam Smith. São egoístas, conservadores no pior dos sentidos, oligarcas na primeira oportunidade, algo oportunistas e contrários a qualquer elevador social; dissimulam muito, mas não conseguem esconder o preconceito.


 


Veja-se o vale tudo da maioria que governa no caso PT. Os excessos do neoliberalismo eliminaram a Golden Share (é do tempo em que eram, com orgulho e fanatismo, além da troika) e permitiram o caso Rio Forte. Em desespero de causa, viram-se para o capital outrora corrupto de Isabel dos Santos.


 


E repare-se na propalada prestação de contas. Crato não se demite, a malta do Citius também não e o economista que, ao que consta, não pode falar em público depois do almoço continua "ministro das cervejas". Os ultraliberais são ultra irresponsáveis, adeptos das lapas-no-poder e pouco escrupulosos com um valor que não lhes é precioso: a democracia.


 


 

domingo, 2 de novembro de 2014

não sei

 


 


 


Não sei se Passos Coelho é um testa de ferro, mas é um adepto do Estado mínimo e o radicalismo ideológico abençoou o seu programa. 


 


Não sei se Passos Coelho é manipulado, mas rodeou-se dos que acreditaram numa espécie de modelo "Singapura" que revolucionaria a nação portuguesa.


 


Não sei se Passos Coelho é um ultraliberal ou um social-democrata, mas sei que a sua crença "além da troika" foi partilhada por governantes europeus ultraliberais e adapta-se aos gostos dos casinos bolsistas e dos offshores.


 


Não sei se Passos Coelho tem mesmo intenção de prolongar a tragédia e já pouco interessa onde começam os ultraliberais e acabam os neoliberais ou liberais apenas; socialistas da terceira via incluídos. O que as democracias desejam é que as personagens da "escola Passos Coelho" saiam de cena.