domingo, 14 de outubro de 2012

fugiram: o josé francisco e o francisco josé

 


 


 


 


 


 



 


 O José Francisco Mota, o do meio na imagem






 


O Francisco José Valentim, o do meio na imagem


 


Têm sido tantos os professores que fogem com penalização, que o que outrora foi júbilo passou a saída silenciosa e de passo apressadíssimo.




Na escola onde sou professor, tentamos impedir que as fugas se diluam na voracidade dos tempos. Soubemos da evasão do José Francisco Mota e pouco depois do Francisco José Valentim. O papel de ambos determina o dia 1 de Outubro como o jubilado e jantámos para os homenagear a 11 de Outubro para que a supressão do tempo não apagasse a justiça. Ambos fugiram com penalização.


 


A emoção comandou mesmo o repasto. Neste momentos, lembro-me sempre do quotidiano e como isso está muito para além das palavras de circunstância. Guardo gratas recordações destes dois amigos e professores de corpo inteiro. Já sentimos a sua falta. O José Francisco transportava o insubstituível desassossego com a literatura e a política e o Francisco José com as novas tecnologias e a didáctica. Tinham ainda muito para dar e conhecemos exemplos semelhantes. Mas os tempos são o que se sabe e só podemos recear pelo estado do sistema escolar quando se acentua a desesperança e o abandono escolar dos professores.


 


Bem hajam os dois.

3 comentários:

  1. Já hoje tinha observado estas fotos, abstraindo-me de comentar, pelo vil sentimento de inveja que, nesse preciso momento, se apoderou de mim.

    Mas não resisto.

    É que, de há uns tempos já demasiado largos para cá, eu também fujo com penalização das minhas salas de aula, quase todos os dias, frustrada por não conseguir dar o melhor que sei àquelas dezenas de crianças que não têm culpa nenhuma de que o que outrora foi motivação, para mim, tenha passado a ser desejo incessante de saída silenciosa e de passo apressadíssimo.

    Só que, por irona do destino, as sucessivas dezenas de crianças vão fugindo mais depressa do que eu, não me levam atrás e ainda me deixam com saudades delas.
    Se vou tendo algum júbilo, às crianças (e só a elas) o devo.

    Felicidades para estes colegas.

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  2. "É que, de há uns tempos já demasiado largos para cá, eu também fujo com penalização das minhas salas de aula, quase todos os dias, frustrada por não conseguir dar o melhor que sei àquelas dezenas de crianças que não têm culpa nenhuma de que o que outrora foi motivação, para mim, tenha passado a ser desejo incessante de saída silenciosa e de passo apressadíssimo. "

    ANA,

    Passa-se o mesmo comigo.

    E com tantos outros professores com quem falo.

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  3. É verdade. É um sentimentos generalizado a que nunca pensei assistir, confesso.

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